RESPOSTA RÁPIDA: avaliação patrimonial é o processo técnico de determinação do valor de um ativo — imóvel, máquina, equipamento ou intangível — por metodologia reconhecida (NBR 14653 para bens físicos), realizada por profissional habilitado (engenheiro CREA com ART, idealmente certificado IBAPE) e documentada em laudo de avaliação patrimonial com força contábil e legal. Os tipos variam pela finalidade e pela norma aplicável (CPC 27, CPC 28, valor justo do CPC 46, Lei das S.A.). Três métodos principais: comparativo de mercado, capitalização da renda e custo de reposição depreciado — a escolha é justificada pela categoria do bem, pela disponibilidade de dados e pela finalidade do laudo.
O Que É Avaliação Patrimonial?
Avaliação patrimonial é o processo sistemático de determinação do valor de um ativo — físico, financeiro ou intangível — com base em metodologia técnica reconhecida, realizado por profissional habilitado e documentado em um laudo com força legal e contábil. Em outras palavras, é o que transforma a pergunta "quanto vale este bem?" em uma resposta defensável: um número fundamentado em método, dados e norma, e não em opinião.
Toda avaliação patrimonial responde a três perguntas encadeadas. Quanto vale o bem? Segundo qual critério de valor — valor de mercado, valor de reposição, valor justo, valor de liquidação? E para qual finalidade — balanço, garantia bancária, seguro, fusão, integralização de capital, processo judicial? Critério e finalidade não são detalhes: um mesmo bem tem valores legitimamente diferentes conforme o propósito do laudo, e confundir metodologias produz laudos inadequados para a finalidade.
A CPCON Brasil (grupocpcon.com) executa avaliações patrimoniais há mais de três décadas, com laudos NBR 14653 aceitos por auditorias Big Four, pela CVM e por bancos, em projetos para grandes empresas no Brasil e no exterior. Este guia consolida o que importa: o que é, os tipos de avaliação patrimonial cruzados com a norma de cada um, um exemplo numérico de laudo, quando auditoria, banco e seguro exigem o laudo, o passo a passo do projeto, quem pode emitir e o que define o custo. Para o conceito de base, vale ler também o nosso guia sobre valor de mercado e a distinção entre gestão patrimonial e avaliação patrimonial.
Avaliação patrimonial não é o mesmo que inventário patrimonial. O inventário levanta e concilia quais bens existem; a avaliação determina quanto cada bem vale. Na prática, um bom projeto patrimonial encadeia os dois: o inventário entrega a base de ativos saneada e a avaliação atribui valor técnico a essa base — pré-requisito de qualquer reavaliação, integralização ou laudo de garantia.
Tipos de Avaliação Patrimonial × Norma Aplicável
A maior fonte de erro em avaliações patrimoniais é tratar tipos diferentes como se fossem o mesmo. O valor de um imóvel para o balanço (CPC 28, valor justo) não é o mesmo valor para o seguro (reposição a novo), que não é o mesmo para integralizar capital (Lei das S.A.). Cada tipo de avaliação patrimonial responde a uma finalidade e se ancora em uma norma específica. A tabela abaixo organiza as avaliações patrimoniais mais comuns, o critério de valor de cada uma e a norma que a rege.
| Tipo de avaliação patrimonial | Critério de valor | Norma aplicável | Quando se usa |
|---|---|---|---|
| Reavaliação do imobilizado | Valor justo (preço de saída) | CPC 27 + CPC 46 / NBR 14653 | Modelo de reavaliação do ativo imobilizado no balanço |
| Propriedade para investimento | Valor justo de mercado | CPC 28 + CPC 46 / NBR 14653-2 | Imóveis mantidos para renda ou valorização, mensurados a valor justo |
| Integralização de capital em bens | Valor de mercado do bem | Lei 6.404/76, art. 8 / NBR 14653 | Subscrição de capital com imóveis ou máquinas em vez de dinheiro |
| Garantia bancária e crédito | Valor de mercado e de liquidação | NBR 14653 / política do banco | Empréstimo com garantia real (hipoteca, alienação) |
| Avaliação para seguro | Valor de reposição a novo | NBR 14653-5 (equipamentos) | Dimensionar a importância segurada e a indenização |
| Avaliação judicial / haveres | Valor de mercado ou justo | NBR 14653 / CPC processual | Apuração de haveres, partilha, desapropriação, perícia |
| Avaliação de intangíveis (PPA) | Valor justo do intangível | CPC 04 / CPC 15 (IFRS 3) | Alocação do preço de compra após aquisição (marca, carteira) |
Note que a NBR 14653 é a coluna vertebral de quase todos os tipos quando há bem físico envolvido, enquanto a finalidade contábil determina o conceito de valor (valor justo do CPC 46 para balanço, reposição a novo para seguro). Para a aplicação técnica da norma por classe de bem, veja os nossos guias de NBR 14653-2 (imóveis urbanos) e NBR 14653-3 (imóveis rurais). Para o tratamento contábil do resultado da avaliação, veja ajuste de avaliação patrimonial: como contabilizar e reavaliação patrimonial de ativos tangíveis.
Métodos de Avaliação: Mercado, Renda e Custo
A escolha do método é determinada pelo tipo de ativo, pela finalidade do laudo e pela disponibilidade de dados de mercado. O avaliador competente conhece os três métodos fundamentais — comparativo de mercado, capitalização da renda e custo de reposição depreciado — e seleciona o mais adequado, justificando técnica e documentadamente a escolha no laudo. Aplicar o método errado ao bem errado é a falha técnica mais comum em laudos contestáveis.
| Método | Base | Melhor aplicação | Limitações |
|---|---|---|---|
| Comparativo de mercado | Transações recentes de bens semelhantes | Imóveis urbanos, máquinas com mercado ativo, veículos | Exige mercado ativo com transações comparáveis suficientes |
| Capitalização de renda (FCD) | Valor presente dos fluxos de caixa esperados | Imóveis de renda, negócios em operação, concessões | Sensível às premissas de taxa de desconto e crescimento |
| Custo de reposição depreciado | Custo de reposição a novo menos depreciação física e obsolescência | Plantas industriais, infraestrutura, ativos únicos sem mercado | Não reflete o valor de mercado quando há obsolescência econômica |
| Patrimônio líquido ajustado | Valor dos ativos menos passivos, todos a valor justo | Holdings, empresas com ativos predominantemente físicos | Não captura o goodwill ou intangíveis não reconhecidos |
| Preço por múltiplos (EV/EBITDA) | Múltiplos de empresas comparáveis aplicados ao alvo | M&A de empresas operacionais, private equity | Resultado dependente da qualidade das comparáveis |
Para máquinas, plantas industriais e ativos sem mercado ativo, o método dominante é o custo de reposição depreciado — e é onde a precisão da depreciação define a qualidade do laudo. O cálculo do coeficiente de depreciação pela idade, vida útil e estado de conservação segue a tabela Ross-Heidecke. Para empresas em operação avaliadas pela renda, veja o método de fluxo de caixa descontado.
Exemplo de Laudo: Custo de Reposição Depreciado na Prática
Nada esclarece um laudo de avaliação patrimonial melhor do que um exemplo trabalhado. Considere uma máquina industrial — um caso típico de ativo sem mercado de revenda ativo, em que o método correto é o custo de reposição depreciado. O raciocínio parte do custo de um equivalente novo e abate a depreciação apurada pela idade, pela vida útil e pelo estado de conservação, usando o coeficiente da tabela Ross-Heidecke.
A lógica do método Ross-Heidecke é combinar dois fatores: a depreciação pela idade (quanto da vida útil já transcorreu) e a depreciação pelo estado de conservação (quão bem o bem foi mantido). O coeficiente resultante é aplicado ao valor de reposição a novo. Veja o cálculo passo a passo:
| Etapa | Variável | Valor |
|---|---|---|
| 1 | Valor de reposição a novo (custo de um equivalente novo) | R$ 500.000 |
| 2 | Vida útil total estimada | 20 anos |
| 3 | Idade do bem na data-base | 8 anos |
| 4 | Estado de conservação (escala Ross-Heidecke) | Regular |
| 5 | Coeficiente de depreciação (idade + estado, Ross-Heidecke) | 36% |
| 6 | Depreciação acumulada (R$ 500.000 × 36%) | R$ 180.000 |
| 7 | Valor depreciado do bem (R$ 500.000 − R$ 180.000) | R$ 320.000 |
O valor de avaliação da máquina é, portanto, R$ 320.000. Repare em três pontos que um laudo defensável precisa documentar: (a) a fonte do valor de reposição a novo (cotação de fornecedor ou índice setorial); (b) a vida útil adotada e sua justificativa, alinhada à revisão de vida útil do CPC 27; e (c) a tabela Ross-Heidecke usada, com o coeficiente lido para a combinação idade/estado. Os coeficientes completos e a explicação do método estão na nossa tabela Ross-Heidecke com calculadora. Sem essa rastreabilidade, o número é uma estimativa — não um laudo.
Cuidado com a confusão entre depreciação contábil e depreciação para avaliação. A depreciação contábil (linear, fiscal) reduz o valor do bem nos livros por uma regra de prazo. A depreciação para avaliação (Ross-Heidecke) busca o valor real do bem usado no mercado, combinando idade e estado de conservação. São finalidades diferentes — e usar a contábil onde se exige a de avaliação subavalia ou superavalia o bem.
Quando Auditoria, Banco e Seguro Exigem Laudo
A avaliação patrimonial deixou de ser opcional. Além das hipóteses em que a lei a torna obrigatória — integralização de capital em bens, fusões e cisões, IPO, reavaliação CPC 27 e valor justo CPC 28 —, há três atores que, na prática do dia a dia corporativo, exigem o laudo como condição para fechar negócio: o auditor independente, o banco e a seguradora. Conhecer o que cada um exige evita que a falta de um laudo trave uma operação.
Quem Exige o Laudo e Por Quê
- 1Auditoria independente (Big Four e demais): quando a empresa adota o modelo de reavaliação (CPC 27) ou valor justo para propriedade para investimento (CPC 28), o auditor exige laudo técnico de avaliador independente e atualizado. Ativos imobilizados materiais sem laudo viram ponto de atenção e podem gerar ressalva — e laudos internos da própria empresa raramente são aceitos em mensurações materiais.
- 2Banco (crédito com garantia real): o banco empresta contra o valor de execução do bem dado em garantia — geralmente 70% a 80% do valor de mercado apurado no laudo. Exige laudo recente (em regra com menos de 12 meses), por avaliador habilitado, com metodologia NBR 14653. Um laudo robusto reduz o haircut e maximiza o crédito disponível sem garantias adicionais.
- 3Seguradora (valor em risco e sinistro): a apólice bem dimensionada se apoia em laudo de valor de reposição a novo. Sem ele, a empresa corre dois riscos opostos: pagar prêmio sobre patrimônio superavaliado ou descobrir, no sinistro, que estava subsegurada e a indenização não cobre a reposição. O laudo NBR 14653 elimina a disputa sobre o montante a indenizar.
- 4CVM e mercado de capitais: o registro de oferta pública, a emissão de debêntures e CRI/CRA com lastro em ativos reais e os fundos imobiliários exigem laudo de avaliação como condição de registro — o laudo determina o tamanho máximo da emissão e dá lastro ao prospecto.
- 5Receita Federal (ganho de capital): em vendas de ativos, a Receita pode questionar o valor da transação se ele divergir do valor de mercado. Um laudo técnico documentado protege a empresa de autuação por subavaliação e de glosa do custo de aquisição.
- 6Judiciário (haveres, partilha, desapropriação): em saída de sócio, sucessão, divórcio e desapropriação, o laudo é a prova pericial. Um laudo metodologicamente irretocável reduz o tempo de litígio e aproxima o valor homologado do valor justo do patrimônio.
Da exigência ao laudo aceito por auditoria, banco e seguro
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Passo a Passo do Projeto de Avaliação Patrimonial
Uma avaliação patrimonial bem conduzida segue um rito que vai do alinhamento de escopo à entrega do laudo defensável. Pular etapas — em especial a definição de critério de valor e a vistoria física — é a receita de um laudo que não resiste à contestação. O fluxo abaixo é o que aplicamos em projetos de qualquer porte, de um imóvel isolado a um parque industrial inteiro:
- 1. Definição de escopo e finalidade: alinhar quais bens serão avaliados, qual o critério de valor (mercado, reposição, justo) e a finalidade do laudo (balanço, garantia, seguro, societário) — é a finalidade que define todo o método.
- 2. Levantamento e cadastro dos bens: identificar e cadastrar cada ativo a avaliar, partindo da base de inventário quando existir; sem base saneada, primeiro se concilia o que existe.
- 3. Vistoria física e coleta de dados: vistoriar cada bem in loco, registrar idade, estado de conservação, características técnicas e evidências fotográficas — insumo direto do cálculo da depreciação.
- 4. Pesquisa de mercado e dados: coletar transações comparáveis, cotações de reposição e índices setoriais, conforme o método escolhido e o grau de fundamentação NBR 14653 pretendido.
- 5. Cálculo e tratamento: aplicar o método (comparativo, renda ou custo depreciado), homogeneizar dados, calcular a depreciação (Ross-Heidecke) e tratar estatisticamente as amostras quando exigido.
- 6. Emissão do laudo: documentar metodologia, premissas, fontes, cálculos e o valor final, com ART/RRT do responsável técnico — o laudo é a prova que sustenta o número.
- 7. Suporte à finalidade: apoiar o uso do laudo — lançamento contábil da reavaliação, defesa perante auditoria, instrução do processo de crédito ou da apólice de seguro.
Sobre prazos: como ordem de grandeza, a avaliação de um imóvel ou de um conjunto pequeno de bens leva de poucos dias a duas semanas, do alinhamento ao laudo; parques industriais ou carteiras com centenas a milhares de itens em múltiplos sites levam algumas semanas a meses, com a vistoria de campo como principal direcionador. Quando o projeto exige primeiro sanear a base de ativos, o inventário patrimonial antecede a avaliação. Para a operação contábil do CPC 27 que a avaliação sustenta, veja a componentização de ativos imobilizados.
Valor Justo (CPC 46 / IFRS 13) e a Hierarquia de Inputs
Quando a finalidade é contábil — reavaliação pelo CPC 27 ou valor justo de propriedade para investimento pelo CPC 28 —, o conceito de valor aplicável é o valor justo, definido pelo CPC 46 (IFRS 13). O CPC 46 não é a norma que obriga a mensuração a valor justo (isso vem do CPC 27, CPC 28, CPC 04 e outros): é a norma que define como o valor justo é medido quando outra norma o exige. Entender a hierarquia de três níveis dos inputs é essencial para CFOs e auditores.
Valor Justo e a Hierarquia do CPC 46 na Avaliação Patrimonial
- 1Valor justo é preço de saída: é o preço que seria recebido pela venda de um ativo em transação ordenada entre participantes do mercado na data de mensuração — não preço de entrada, não venda forçada, e medido da perspectiva do mercado, não da empresa.
- 2Nível 1 — preços cotados em mercados ativos: ativos idênticos negociados em mercado ativo, sem ajustes (ações listadas, commodities com mercado spot). É o input mais confiável, mas raro para imóveis e máquinas.
- 3Nível 2 — inputs observáveis: dados de mercado observáveis que não são preços cotados diretos (preços de imóveis comparáveis ajustados, taxas de juros observáveis). A maioria das avaliações de imóveis corporativos usa Nível 2.
- 4Nível 3 — inputs não observáveis: premissas próprias da empresa quando não há dado de mercado (modelos com fluxo de caixa projetado pela administração, taxa de desconto interna). Exige disclosure detalhado e análise de sensibilidade.
- 5Disclosure e imposto diferido: para cada classe a valor justo, divulga-se o nível hierárquico, as técnicas e os inputs significativos. E quando o valor justo supera o valor fiscal, surge diferença temporária tributável — exigindo imposto de renda e CSLL diferidos passivos. Ignorar esse efeito distorce o patrimônio líquido.
Quem Pode Emitir o Laudo de Avaliação Patrimonial
A habilitação do emissor não é formalidade: é o que dá validade ao laudo perante auditoria, banco e Judiciário. Para imóveis, máquinas e equipamentos, o laudo de avaliação patrimonial deve ser emitido por engenheiro ou arquiteto habilitado no CREA/CAU, com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART ou RRT), seguindo a NBR 14653. A certificação IBAPE agrega credibilidade e é, na prática, exigida em laudos para Big Four, CVM e grandes bancos. Para intangíveis (marca, carteira de clientes, tecnologia), o laudo cabe a especialista em avaliação de intangíveis, com métodos como relief-from-royalty ou multi-period excess earnings — assunto da nossa página de avaliação de marcas.
Em mensurações contábeis materiais, há um requisito adicional que pesa mais que o título: a independência do avaliador em relação à empresa avaliada. Laudos internos, feitos pela própria área que responde pelo patrimônio, raramente são aceitos pelo auditor — porque quem avalia não pode ser quem se beneficia do valor. Esse é o diferencial de um laudo emitido por consultoria especializada e independente, como detalhamos no guia de laudos técnicos de avaliação e na página de avaliação de imóveis para fins contábeis e de garantia.
Avaliação Patrimonial em M&A, IPO e Crédito
Nas grandes operações corporativas que dependem de avaliação patrimonial, o laudo não é burocracia: é instrumento estratégico que agrega ou destrói valor na transação. A diferença entre um laudo básico e um laudo bem fundamentado é comercial — o grau de fundamentação determina o poder de barganha da empresa.
Como a Avaliação Patrimonial Agrega Valor em Operações Corporativas
- M&A — due diligence: um laudo independente identifica ativos superavaliados (que pressionam o preço para baixo) e ativos subavaliados no balanço do alvo (que reforçam o valuation do vendedor), reduzindo o risco de ajuste de preço pós-fechamento.
- M&A — Purchase Price Allocation (PPA): após a aquisição, o IFRS 3 (CPC 15) exige alocar o preço pago aos ativos adquiridos a valor justo, inclusive intangíveis não reconhecidos (marca, carteira, tecnologia) — o excedente vira goodwill. Exige avaliação patrimonial especializada.
- IPO — base patrimonial auditada: a CVM exige demonstrações auditadas; ativos imobilizados sem laudo atualizado são ponto de atenção dos auditores e risco percebido pelos investidores no prospecto.
- Crédito com garantia real: laudo bem fundamentado e atualizado reduz o haircut do banco e maximiza o montante de crédito disponível sem garantias adicionais — o banco empresta sobre o valor do laudo.
- Debêntures e CRI/CRA com lastro em ativos reais: o laudo de avaliação é condição de registro na CVM e determina o tamanho máximo da emissão.
Para aprofundar a relação entre avaliar ativos e avaliar o negócio como um todo, veja o guia de avaliação patrimonial e valuation de ativos e a classificação dos principais tipos de ativos na avaliação patrimonial.
Quanto Custa uma Avaliação Patrimonial
Não existe tabela única: o preço de uma avaliação patrimonial é função direta do esforço técnico de vistoria e do rigor metodológico exigido pela finalidade. Em qualquer proposta séria, cinco fatores explicam o valor:
- Quantidade e tipo de bens: avaliar um imóvel isolado é um projeto diferente de avaliar um parque industrial inteiro, com centenas de máquinas e instalações.
- Critério de valor exigido: mercado, reposição depreciada ou capitalização da renda demandam dados e tratamento distintos — a renda, por exemplo, exige projeção de fluxo de caixa.
- Grau de fundamentação NBR 14653: graus mais altos exigem mais amostras, pesquisa de mercado e tratamento estatístico (regressão), o que eleva o esforço.
- Dispersão geográfica: cada site adiciona deslocamento, logística e janelas de vistoria, especialmente em ativos espalhados pelo país.
- Finalidade e rigor: um laudo para auditoria Big Four, CVM ou Judiciário exige independência e profundidade maiores que uma estimativa interna de gestão.
O contraponto do custo é o retorno: crédito ampliado com menos haircut, prêmio de seguro ajustado ao valor real, base contábil que resiste à auditoria e poder de negociação em M&A. Desconfie de preço fechado sem ver o escopo — e peça uma proposta dimensionada à sua carteira de ativos. O diagnóstico inicial da CPCON é sem custo. Para a avaliação com efeito fiscal (reavaliação, ganho de capital, integralização), veja o serviço de avaliação patrimonial e fiscal.
Erros Comuns na Avaliação Patrimonial
- Confundir o critério de valor com a finalidade — usar valor contábil onde se exige valor de mercado, ou valor de seguro onde se exige valor justo.
- Aplicar o método errado ao bem errado — usar comparativo de mercado em ativo sem mercado ativo, em vez do custo de reposição depreciado.
- Tratar depreciação contábil como depreciação de avaliação — ignorar o estado de conservação real do bem (Ross-Heidecke) e usar só a regra fiscal de prazo.
- Aceitar laudo sem fundamentação documentada — número sem fonte de dados, sem ART/RRT e sem metodologia é estimativa, não laudo defensável.
- Usar avaliador sem independência em mensuração contábil material — laudo interno que o auditor não aceita, gerando ressalva ou retrabalho.
- Ignorar o imposto diferido na reavaliação — reconhecer o ganho a valor justo sem o passivo de IRPJ/CSLL diferido, distorcendo o patrimônio líquido.
- Avaliar sobre base não saneada — atribuir valor a ativos que não existem fisicamente, sem o inventário prévio que concilia a base.
O Diferencial CPCON na Avaliação Patrimonial
Avaliação patrimonial não é atribuir um número a um bem: é entregar um laudo defensável perante auditoria, banco e Judiciário, com método correto, dados rastreáveis e norma observada. A CPCON Brasil executa esse trabalho há mais de três décadas, unindo a competência contábil (CPC 27, CPC 28, valor justo) à execução técnica de campo com engenheiros habilitados e certificados IBAPE. É a diferença entre uma estimativa e um laudo de avaliação patrimonial que sustenta o balanço, o crédito e a apólice.
Por Que a Avaliação Patrimonial CPCON Resiste à Contestação
O resultado é um patrimônio com valor técnico defensável: cada bem avaliado pelo método correto, documentado e pronto para a finalidade — reavaliação, garantia, seguro, M&A ou processo. Para aprofundar o processo contínuo que sustenta a avaliação, veja o nosso guia de inventário patrimonial e a página do serviço de avaliação de ativos.
Avaliação patrimonial com quem executa há 30 anos
Do alinhamento de escopo ao laudo NBR 14653, a CPCON entrega a sua avaliação patrimonial defensável — pronta para a auditoria, para o banco, para o seguro e para a operação societária.
Falar com um EspecialistaLaudos NBR 14653, engenheiros certificados IBAPE e conciliação CPC 27.
Conclusão
A avaliação patrimonial é o que transforma a pergunta "quanto vale este bem?" em uma resposta técnica, fundamentada e defensável. Os tipos variam pela finalidade e pela norma — reavaliação CPC 27, valor justo CPC 28, integralização pela Lei das S.A., garantia bancária, seguro, processo judicial —, mas o denominador comum é o rigor: método correto para o bem, dados rastreáveis, depreciação real e laudo com responsabilidade técnica. É isso que faz o laudo ser aceito por auditoria, banco e Judiciário.
A regra é clara: avaliar é atribuir valor técnico; inventariar é saber o que existe — e um bom projeto patrimonial encadeia os dois. A CPCON Brasil apoia empresas nas duas frentes, do inventário que sanea a base à avaliação que lhe dá valor defensável. Para aprofundar, comece pelos tipos de ativos na avaliação patrimonial, entenda a depreciação Ross-Heidecke que o laudo aplica, e fale com a nossa equipe técnica para um diagnóstico do seu patrimônio.
Perguntas Frequentes
O que é avaliação patrimonial?
Quais são os tipos de avaliação patrimonial?
Quanto custa uma avaliação patrimonial?
Quem pode emitir laudo de avaliação patrimonial?
Qual norma rege a avaliação patrimonial no Brasil?
Qual a diferença entre avaliação patrimonial e valuation de empresa?
Como é calculado o valor em um laudo de avaliação patrimonial?
Quando a avaliação patrimonial é obrigatória?
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Nota de transparência: Este artigo reflete a experiência prática da equipe CPCON. Recomendamos validar decisões contábeis e fiscais com seu auditor ou contador responsável.
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