Gestão Patrimonial

Planilha de Inventário Patrimonial em Excel: Modelo Gratuito e Como Usar

Uma planilha de inventário patrimonial em Excel é o jeito mais rápido de começar a controlar os ativos da empresa sem gastar nada: basta uma estrutura com os campos certos (código de tombamento, descrição, localização, responsável, valor de aquisição, vida útil e depreciação) e disciplina para manter o arquivo atualizado. Neste guia, Andre Gonçalves, sócio CPCON e contador registrado CRC-SP, mostra quais colunas todo controle patrimonial precisa ter, como usar a planilha passo a passo, como ela atende também ao inventário de TI e, com honestidade, em que momento a planilha deixa de dar conta e o caminho natural passa a ser um sistema dedicado.

WJ
Andre Gonçalves, Sócio, VP Operações Brasil, Diretor Técnico e CFO
31 de Maio, 202611 min de leitura
Planilha de Inventário Patrimonial em Excel: Modelo Gratuito e Como Usar (2026)

Uma planilha de inventário patrimonial em Excel é o ponto de partida mais comum para quem precisa saber, com clareza, quais bens a empresa tem, onde estão e quanto valem. Para quem ainda não tem nenhum controle, ou herdou um arquivo bagunçado, uma estrutura simples e bem pensada já resolve muito: organiza o cadastro, ajuda na contagem física e cria a base para acompanhar a depreciação. Este guia entrega o modelo de campos que usamos na prática, o passo a passo de uso e o ponto em que a planilha começa a cobrar caro, para você saber exatamente quando dar o próximo passo.

Resposta rápida: a planilha de inventário patrimonial é um arquivo (Excel, Google Sheets ou LibreOffice) em que cada bem ocupa uma linha, com colunas para código de tombamento, descrição, categoria, localização, responsável, data e valor de aquisição, vida útil, depreciação acumulada, valor residual e estado de conservação. Ela serve para o inventário patrimonial geral e também para o inventário de TI. A CPCON disponibiliza um modelo pronto com esses campos: solicite pela pagina de contato e enviamos para o seu e-mail.

Quais colunas toda planilha de controle patrimonial precisa ter

Antes de baixar qualquer modelo, vale entender o que cada coluna faz. Uma planilha de controle patrimonial bem montada precisa responder a quatro perguntas sobre cada bem: o que é, onde está, de quem é a guarda e quanto vale (hoje e ao longo do tempo). Os campos abaixo cobrem exatamente isso e formam a estrutura mínima de um inventario confiável.

CampoPara que serve
Código patrimonial (tombamento)Número único que identifica cada bem e liga o objeto físico à linha da planilha
Descrição do bemIdentificação do ativo (ex.: notebook, torno, mesa de reunião)
Categoria / tipoAgrupamento por classe (TI, móveis, máquinas, veículos), base para somar e analisar
LocalizaçãoUnidade, setor ou sala onde o bem está fisicamente
ResponsávelQuem responde pela guarda do ativo
Data de aquisiçãoQuando o bem entrou no patrimônio (marco inicial da depreciação)
Valor de aquisiçãoCusto de entrada do bem, base de cálculo da depreciação
Vida útil / taxa de depreciaçãoPeríodo ou percentual usado para depreciar o bem
Depreciação acumulada / valor residualAcompanhamento contábil do desgaste do bem ao longo do tempo
Estado de conservaçãoSituação física e operacional (em uso, parado, baixado)

Esses campos são suficientes para o controle do dia a dia e conversam diretamente com a contabilidade. Os campos de valor, vida útil e depreciação seguem a lógica do ativo imobilizado e do CPC 27, então a mesma planilha que organiza o físico já adianta parte do trabalho contábil. Para entender como tudo isso se encaixa numa rotina de controle, vale a leitura do nosso guia definitivo de controle patrimonial.

A planilha serve também para inventário de TI

Muita gente procura uma planilha separada para inventário de TI, mas, na prática, a estrutura é a mesma do controle patrimonial geral. Notebooks, monitores, servidores, periféricos e licencas de hardware entram nas mesmas colunas: basta usar a categoria "TI" e, se quiser detalhar, acrescentar campos como número de série, marca, modelo e usuário. Assim você mantém um único arquivo para todo o patrimônio, sem duplicar trabalho nem perder a visão do conjunto.

Como usar a planilha passo a passo

  1. 1Solicite o modelo e abra no Excel (ou no Google Sheets, ou no LibreOffice Calc): a estrutura funciona em todos eles.
  2. 2Cadastre cada bem em uma linha, preenchendo código de tombamento, descrição, categoria, localização e responsável.
  3. 3Faça a contagem física no local e marque o que foi efetivamente encontrado, anotando divergências.
  4. 4Registre valor de aquisição, vida útil e depreciação para acompanhar o lado contábil de cada bem.
  5. 5Atualize a planilha sempre que houver compra, movimentação, transferência ou baixa de um ativo.

Dica que faz diferença: fixe uma etiqueta patrimonial em cada bem e use o mesmo código na planilha. Sem um código preso ao objeto, com o tempo a planilha descola do físico, e o inventário deixa de ser confiável. A etiqueta é o que mantém o arquivo e a realidade andando juntos.

Existe software de controle patrimonial gratuito?

Existem, sim, opções de software de controle patrimonial gratuito e de software para inventário de TI gratuito no mercado. Quase sempre, porém, vêm com limites: número máximo de itens, de usuários, de unidades ou de recursos, e costumam travar justamente quando a operação cresce. Para começar sem gastar nada, uma boa planilha em Excel resolve igual ou melhor que muitos desses sistemas limitados, com a vantagem de você ter controle total sobre os campos. A diferença aparece com a escala: quando o parque de ativos cresce, um sistema dedicado deixa de ser luxo e passa a compensar.

Quando a planilha deixa de dar conta

Para começar e para parques pequenos, a planilha é ótima. O problema é que, conforme a empresa cresce, ela passa a cobrar caro, e dá para ser honesto sobre onde isso acontece. Estes são os sinais clássicos de que a planilha chegou no limite:

Sinais de que sua planilha chegou no limite

  • Muitos ativos: passando de algumas centenas ou milhares de bens, manter tudo na mão vira fonte de erro e retrabalho constante.
  • Várias unidades e várias pessoas editando: as versões do arquivo se multiplicam e ninguém sabe qual é a boa.
  • Sem rastreabilidade: a planilha não registra quem mudou o que nem quando, e a auditoria fica frágil.
  • Contagem lenta: conferir item por item com a planilha na mão consome muita hora de gente a cada inventário.
  • Conciliação na unha: cruzar a planilha com a contabilidade vira um trabalho à parte, cheio de divergência e sem garantia de fechamento.

Quando esses sinais aparecem, o passo natural é um sistema dedicado. A CPCON usa a plataforma propria dash-rfid: ela centraliza cadastro, leitura, conciliação e relatório, com acesso por perfil e trilha de auditoria. Em parques grandes, a leitura por RFID conta centenas de itens por minuto, sem precisar olhar bem a bem. A ideia não é largar a planilha hoje: é saber para onde ir quando ela apertar, sem perder o que você já cadastrou. Veja como funciona o RFID aplicado a inventário de ativos e o nosso serviço de inventário de ativos fixos.

Receba o modelo de planilha de inventário patrimonial da CPCON

Preencha o formulário de contato com nome, e-mail corporativo e empresa, e enviamos o modelo de planilha de inventário e controle patrimonial em Excel, com os campos prontos para uso. Se preferir, aproveite para conversar com um especialista sobre o melhor caminho para o seu parque de ativos.

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Perguntas Frequentes

Como conseguir a planilha de inventário patrimonial em Excel da CPCON?
Basta preencher o formulário na página de contato com nome, e-mail corporativo e empresa. A CPCON envia para o seu e-mail o modelo de planilha de inventário e controle patrimonial em Excel, com as colunas já estruturadas (código de tombamento, descrição, categoria, localização, responsável, valor, vida útil, depreciação e estado de conservação). Acesse /contato para solicitar.
Em quais programas a planilha de inventário patrimonial abre?
O modelo é em formato Excel e abre no Microsoft Excel, no Google Sheets e no LibreOffice Calc, sem necessidade de instalar nada novo. A estrutura de colunas funciona igual nos três, então você pode usar a ferramenta que já tiver.
A planilha serve para inventário de TI?
Serve. A estrutura do controle patrimonial geral é a mesma do inventário de TI: basta usar a categoria "TI" para cadastrar notebooks, monitores, servidores, periféricos e demais equipamentos. Se quiser detalhar, é só acrescentar colunas como número de série, marca, modelo e usuário responsável.
Quais campos uma planilha de controle patrimonial precisa ter?
No mínimo: código patrimonial (tombamento), descrição do bem, categoria ou tipo, localização, responsável, data de aquisição, valor de aquisição, vida útil ou taxa de depreciação, depreciação acumulada e valor residual, e estado de conservação. Esses campos cobrem o que é o bem, onde está, de quem é a guarda e quanto vale ao longo do tempo, e conversam diretamente com a contabilidade do ativo imobilizado.
Existe software de controle patrimonial gratuito?
Há opções gratuitas de software de controle patrimonial e de inventário de TI no mercado, mas quase sempre com limites de itens, de usuários ou de recursos. Para começar sem custo, uma planilha em Excel bem montada resolve. Quando o parque de ativos cresce, em geral compensa migrar para um sistema dedicado, com leitura por RFID e trilha de auditoria.
Quando devo trocar a planilha por um sistema de gestão patrimonial?
Quando aparecem muitos ativos, várias unidades, várias pessoas editando o mesmo arquivo ao mesmo tempo, ou a necessidade de auditar e conciliar com a contabilidade com frequência. A partir daí, a planilha tende a gerar mais erro do que controle: versões duplicadas, contagem lenta e conciliação manual. Esse é o momento de avaliar uma plataforma dedicada.
A CPCON ajuda a migrar da planilha para um sistema?
Sim. A CPCON realiza o inventário físico, a etiquetagem dos bens e leva os dados para a plataforma dash-rfid, com conciliação contábil. A planilha que você já mantém pode entrar como ponto de partida da migração, então o trabalho de cadastro não se perde. Fale com um especialista pela página de contato.
Andre Gonçalves

Andre Gonçalves

Sócio, VP Operações Brasil, Diretor Técnico e CFO | Grupo CPCON

Contador Registrado CRC-SP

Sócio do Grupo CPCON, Vice-Presidente de Operações CPCON Brasil, Diretor Técnico e CFO. Contador registrado CRC-SP, responsável tecnicamente pelos serviços de gestão patrimonial, avaliação de ativos, depreciação e conformidade contábil da CPCON em projetos no Brasil e exterior.

Nota de transparência: Este artigo reflete a experiência prática da equipe CPCON. Recomendamos validar decisões contábeis e fiscais com seu auditor ou contador responsável.

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