Uma planilha de inventário patrimonial em Excel é o ponto de partida mais comum para quem precisa saber, com clareza, quais bens a empresa tem, onde estão e quanto valem. Para quem ainda não tem nenhum controle, ou herdou um arquivo bagunçado, uma estrutura simples e bem pensada já resolve muito: organiza o cadastro, ajuda na contagem física e cria a base para acompanhar a depreciação. Este guia entrega o modelo de campos que usamos na prática, o passo a passo de uso e o ponto em que a planilha começa a cobrar caro, para você saber exatamente quando dar o próximo passo.
Resposta rápida: a planilha de inventário patrimonial é um arquivo (Excel, Google Sheets ou LibreOffice) em que cada bem ocupa uma linha, com colunas para código de tombamento, descrição, categoria, localização, responsável, data e valor de aquisição, vida útil, depreciação acumulada, valor residual e estado de conservação. Ela serve para o inventário patrimonial geral e também para o inventário de TI. A CPCON disponibiliza um modelo pronto com esses campos: solicite pela pagina de contato e enviamos para o seu e-mail.
Quais colunas toda planilha de controle patrimonial precisa ter
Antes de baixar qualquer modelo, vale entender o que cada coluna faz. Uma planilha de controle patrimonial bem montada precisa responder a quatro perguntas sobre cada bem: o que é, onde está, de quem é a guarda e quanto vale (hoje e ao longo do tempo). Os campos abaixo cobrem exatamente isso e formam a estrutura mínima de um inventario confiável.
| Campo | Para que serve |
|---|---|
| Código patrimonial (tombamento) | Número único que identifica cada bem e liga o objeto físico à linha da planilha |
| Descrição do bem | Identificação do ativo (ex.: notebook, torno, mesa de reunião) |
| Categoria / tipo | Agrupamento por classe (TI, móveis, máquinas, veículos), base para somar e analisar |
| Localização | Unidade, setor ou sala onde o bem está fisicamente |
| Responsável | Quem responde pela guarda do ativo |
| Data de aquisição | Quando o bem entrou no patrimônio (marco inicial da depreciação) |
| Valor de aquisição | Custo de entrada do bem, base de cálculo da depreciação |
| Vida útil / taxa de depreciação | Período ou percentual usado para depreciar o bem |
| Depreciação acumulada / valor residual | Acompanhamento contábil do desgaste do bem ao longo do tempo |
| Estado de conservação | Situação física e operacional (em uso, parado, baixado) |
Esses campos são suficientes para o controle do dia a dia e conversam diretamente com a contabilidade. Os campos de valor, vida útil e depreciação seguem a lógica do ativo imobilizado e do CPC 27, então a mesma planilha que organiza o físico já adianta parte do trabalho contábil. Para entender como tudo isso se encaixa numa rotina de controle, vale a leitura do nosso guia definitivo de controle patrimonial.
A planilha serve também para inventário de TI
Muita gente procura uma planilha separada para inventário de TI, mas, na prática, a estrutura é a mesma do controle patrimonial geral. Notebooks, monitores, servidores, periféricos e licencas de hardware entram nas mesmas colunas: basta usar a categoria "TI" e, se quiser detalhar, acrescentar campos como número de série, marca, modelo e usuário. Assim você mantém um único arquivo para todo o patrimônio, sem duplicar trabalho nem perder a visão do conjunto.
Como usar a planilha passo a passo
- 1Solicite o modelo e abra no Excel (ou no Google Sheets, ou no LibreOffice Calc): a estrutura funciona em todos eles.
- 2Cadastre cada bem em uma linha, preenchendo código de tombamento, descrição, categoria, localização e responsável.
- 3Faça a contagem física no local e marque o que foi efetivamente encontrado, anotando divergências.
- 4Registre valor de aquisição, vida útil e depreciação para acompanhar o lado contábil de cada bem.
- 5Atualize a planilha sempre que houver compra, movimentação, transferência ou baixa de um ativo.
Dica que faz diferença: fixe uma etiqueta patrimonial em cada bem e use o mesmo código na planilha. Sem um código preso ao objeto, com o tempo a planilha descola do físico, e o inventário deixa de ser confiável. A etiqueta é o que mantém o arquivo e a realidade andando juntos.
Existe software de controle patrimonial gratuito?
Existem, sim, opções de software de controle patrimonial gratuito e de software para inventário de TI gratuito no mercado. Quase sempre, porém, vêm com limites: número máximo de itens, de usuários, de unidades ou de recursos, e costumam travar justamente quando a operação cresce. Para começar sem gastar nada, uma boa planilha em Excel resolve igual ou melhor que muitos desses sistemas limitados, com a vantagem de você ter controle total sobre os campos. A diferença aparece com a escala: quando o parque de ativos cresce, um sistema dedicado deixa de ser luxo e passa a compensar.
Quando a planilha deixa de dar conta
Para começar e para parques pequenos, a planilha é ótima. O problema é que, conforme a empresa cresce, ela passa a cobrar caro, e dá para ser honesto sobre onde isso acontece. Estes são os sinais clássicos de que a planilha chegou no limite:
Sinais de que sua planilha chegou no limite
- Muitos ativos: passando de algumas centenas ou milhares de bens, manter tudo na mão vira fonte de erro e retrabalho constante.
- Várias unidades e várias pessoas editando: as versões do arquivo se multiplicam e ninguém sabe qual é a boa.
- Sem rastreabilidade: a planilha não registra quem mudou o que nem quando, e a auditoria fica frágil.
- Contagem lenta: conferir item por item com a planilha na mão consome muita hora de gente a cada inventário.
- Conciliação na unha: cruzar a planilha com a contabilidade vira um trabalho à parte, cheio de divergência e sem garantia de fechamento.
Quando esses sinais aparecem, o passo natural é um sistema dedicado. A CPCON usa a plataforma propria dash-rfid: ela centraliza cadastro, leitura, conciliação e relatório, com acesso por perfil e trilha de auditoria. Em parques grandes, a leitura por RFID conta centenas de itens por minuto, sem precisar olhar bem a bem. A ideia não é largar a planilha hoje: é saber para onde ir quando ela apertar, sem perder o que você já cadastrou. Veja como funciona o RFID aplicado a inventário de ativos e o nosso serviço de inventário de ativos fixos.
Receba o modelo de planilha de inventário patrimonial da CPCON
Preencha o formulário de contato com nome, e-mail corporativo e empresa, e enviamos o modelo de planilha de inventário e controle patrimonial em Excel, com os campos prontos para uso. Se preferir, aproveite para conversar com um especialista sobre o melhor caminho para o seu parque de ativos.
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Perguntas Frequentes
Como conseguir a planilha de inventário patrimonial em Excel da CPCON?
Em quais programas a planilha de inventário patrimonial abre?
A planilha serve para inventário de TI?
Quais campos uma planilha de controle patrimonial precisa ter?
Existe software de controle patrimonial gratuito?
Quando devo trocar a planilha por um sistema de gestão patrimonial?
A CPCON ajuda a migrar da planilha para um sistema?
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Sócio, VP Operações Brasil, Diretor Técnico e CFO | Grupo CPCON
Contador Registrado CRC-SP
Sócio do Grupo CPCON, Vice-Presidente de Operações CPCON Brasil, Diretor Técnico e CFO. Contador registrado CRC-SP, responsável tecnicamente pelos serviços de gestão patrimonial, avaliação de ativos, depreciação e conformidade contábil da CPCON em projetos no Brasil e exterior.
Nota de transparência: Este artigo reflete a experiência prática da equipe CPCON. Recomendamos validar decisões contábeis e fiscais com seu auditor ou contador responsável.
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