Ativo Imobilizado: o que é, exemplos, classificação e valor mínimo em 2026

Analista contábil no escritório revisando relatórios do ativo imobilizado da empresa no notebook e em dois monitores
AG
Andre Gonçalves, Sócio, VP Operações Brasil, Diretor Técnico e CFO
Atualizado em 2 de Outubro, 202616 min de leitura

Ativo imobilizado é o conjunto de bens tangíveis que a empresa mantém para uso na produção, no fornecimento de bens ou serviços, para aluguel ou fins administrativos, e que espera usar por mais de um período (CPC 27, item 6). Exemplo: o caminhão de entregas, a máquina da fábrica e o notebook do analista são ativo imobilizado; a mercadoria comprada para revenda não é, porque é estoque.

No balanço patrimonial, o ativo imobilizado fica no ativo não circulante e reúne, nas palavras do art. 179, IV, da Lei 6.404/1976, os direitos sobre bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da empresa. Na prática, "imobilizado", "ativo imobilizado" e "ativo fixo" são usados como sinônimos: é o patrimônio físico que a empresa usa para operar, e não para vender. A diferença entre os termos está no guia O que é ativo fixo, e o grupo completo do balanço em ativo não circulante.

Em resumo: um bem é ativo imobilizado quando passa em três testes ao mesmo tempo. É tangível (tem forma física), é usado na operação (não é para revenda) e vai durar mais de 12 meses. Para fins de imposto de renda, se o valor unitário não passar de 1.200, ou se a vida útil for de até um ano, o bem pode ser lançado direto como despesa (RIR/2018, art. 313).

O que é considerado ativo imobilizado?

É considerado ativo imobilizado todo bem físico que a empresa usa na sua atividade por mais de um exercício e do qual espera obter benefício econômico. Entram terrenos, prédios, máquinas, veículos, móveis, computadores, instalações, benfeitorias em imóvel alugado e obras em andamento. Ficam de fora os bens para revenda (estoque), os bens sem forma física (intangível) e os imóveis mantidos só para renda ou valorização (propriedade para investimento).

Os quatro critérios do CPC 27 para considerar um bem ativo imobilizado

  1. 1É tangível: tem substância física. Software, marca e patente são intangível (CPC 04).
  2. 2É mantido para uso: produção, prestação de serviços, aluguel a terceiros ou administração. Bem para revenda é estoque (CPC 16).
  3. 3Será usado por mais de um período: vida útil esperada acima de 12 meses (CPC 27, item 6).
  4. 4Atende ao reconhecimento: é provável que gere benefício econômico futuro e o custo pode ser medido com confiabilidade (CPC 27, item 7).

Exemplos de ativo imobilizado

Os exemplos mais comuns de ativo imobilizado são terrenos, edificações, máquinas e equipamentos, veículos, móveis e utensílios, computadores e periféricos, instalações (elétrica, hidráulica, ar-condicionado), benfeitorias em imóveis de terceiros e imobilizado em andamento. A tabela organiza os exemplos pelas contas contábeis em que aparecem no balanço.

Conta do imobilizadoExemplosDeprecia?
TerrenosLote da fábrica, área rural da operação, terreno para construir a sedeNão
EdificaçõesGalpão, fábrica, escritório próprio, loja, centro de distribuição, siloSim
Máquinas e equipamentosLinha de produção, prensa, forno, gerador, compressor, empilhadeiraSim
VeículosCarro da equipe comercial, caminhão de entrega, trator, ônibus fretadoSim
Móveis e utensíliosMesas, cadeiras, armários, estantes, divisóriasSim
Computadores e periféricosNotebooks, desktops, servidores, impressoras, switchesSim
InstalaçõesRede elétrica, ar-condicionado central, combate a incêndio, elevadoresSim
Benfeitorias em imóveis de terceirosReforma e adaptação de loja ou escritório alugadoSim, pelo prazo do contrato ou da vida útil, o menor
Imobilizado em andamentoObra em construção, máquina em montagem ainda não liberada para usoNão, até ficar disponível para uso

Exemplos de ativo imobilizado por setor

SetorExemplos típicos de ativo imobilizado
IndústriaLinhas de produção, prensas, fornos, pontes rolantes, subestação, galpões
SaúdeTomógrafos, monitores, leitos, autoclaves, instalações de gases medicinais
VarejoBenfeitorias de loja, gôndolas, balcões refrigerados, PDVs, frota de entrega
Serviços e escritóriosNotebooks, servidores, mobiliário, salas de reunião equipadas
AgronegócioTratores, colheitadeiras, silos, pivôs de irrigação, benfeitorias rurais
Energia e utilitiesTransformadores, turbinas, painéis, linhas de transmissão

Para aprofundar por setor, veja os guias de máquinas e equipamentos industriais, ativos hospitalares, frota e veículos, ativos de TI, agronegócio e setor de energia.

É ativo imobilizado? Tabela com 15 itens do dia a dia

A dúvida mais frequente não é o conceito, e sim o caso concreto. A tabela aplica os critérios do CPC 27 aos itens que mais geram dúvida na hora de lançar a nota fiscal.

ItemÉ ativo imobilizado?Motivo
Computador ou notebook da equipeSimBem físico usado na operação por vários anos. Abaixo do valor mínimo da política, pode ir para despesa.
Celular corporativoSim, se acima do valor mínimoÉ equipamento de uso. Aparelho de até 1.200 por unidade pode ir direto para despesa.
Software (ERP, sistema de gestão)NãoNão tem forma física: é ativo intangível (CPC 04). Exceção: o software sem o qual a máquina não funciona integra o equipamento.
Licença de uso de softwareNãoLicença adquirida é intangível; assinatura mensal (SaaS) é despesa do período.
Benfeitoria em imóvel alugadoSimReforma que gera benefício por mais de um ano; deprecia pelo prazo do contrato ou da vida útil, o menor.
Veículo usado pela empresaSimUsado na operação. Numa concessionária, o carro à venda é estoque, não imobilizado.
Terreno da sede ou da fábricaSimBem tangível de uso. Não deprecia (CPC 27, item 58).
Prédio próprio usado na operaçãoSimEdificação de uso; deprecia separada do terreno.
Móveis de escritórioSimUso por vários anos; itens de baixo valor podem ir para despesa conforme a política.
Ferramenta pequena (alicate, furadeira simples)Em regra, nãoValor unitário abaixo de 1.200 ou vida útil curta permite lançar como despesa (RIR/2018, art. 313).
Peças de reposiçãoDependePeças sobressalentes relevantes, usadas por mais de um período, são imobilizado (CPC 27, item 8). Peças de consumo rotineiro são estoque de manutenção.
Imóvel mantido para aluguel ou valorizaçãoNãoÉ propriedade para investimento (CPC 28), registrada no grupo Investimentos.
Estoque de mercadorias ou matéria-primaNãoMantido para venda ou consumo na produção: ativo circulante (CPC 16).
Máquina em construção ou montagemSimImobilizado em andamento; começa a depreciar quando fica disponível para uso.
Direito de uso de bem arrendadoSim, em regraO arrendatário reconhece o direito de uso no ativo não circulante (CPC 06 R2), no imobilizado ou em linha própria. Contratos curtos ou de baixo valor podem ficar fora.

Seu imobilizado bate com o que existe fisicamente?

A CPCON é empresa de inventário patrimonial: emplaqueta os bens, faz a contagem física e concilia com a contabilidade, apontando sobras, faltas e itens classificados na conta errada.

Ver Inventário Patrimonial

30 anos de experiência · mais de 4.500 projetos realizados · Laudos aceitos por Big Four

Imobilizado ou uso e consumo: como saber

Para saber se um bem é ativo imobilizado ou material de uso e consumo, olhe a duração e o valor. Se o bem será usado por mais de 12 meses e o valor unitário passa de 1.200 (ou do limite da política da empresa), é imobilizado e vai para o balanço. Se é consumido em pouco tempo ou fica abaixo do limite, é uso e consumo e vai para despesa.

  • Teste da duração: o bem continua gerando benefício depois de um ano? Toner, papel, material de limpeza e EPI descartável não; uma impressora sim.
  • Teste do valor: o valor unitário supera 1.200 (referência fiscal) e o limite contábil definido na política de capitalização? Se não supera, pode ser despesa mesmo que dure anos.
  • Teste da função: o item é parte de um conjunto maior? Componentes que só funcionam juntos (uma estação de trabalho completa, por exemplo) devem ser avaliados pelo conjunto, não peça por peça.
  • Teste do gasto posterior: manutenção de rotina é despesa (CPC 27, item 12); melhoria que aumenta capacidade ou estende a vida útil é capitalizada no imobilizado.

É a mesma lógica que separa CAPEX e OPEX. Errar essa fronteira tem efeito duplo: lançar imobilizado como despesa reduz o lucro do ano e some com o bem do controle patrimonial; lançar consumo como imobilizado infla o ativo e cria depreciação sobre algo que já não existe.

Valor mínimo para ativo imobilizado em 2026

O valor mínimo para ativo imobilizado em 2026 é de 1.200 por unidade para fins fiscais: abaixo disso, ou com vida útil de até um ano, o custo pode ser deduzido direto como despesa (art. 15 do Decreto-Lei 1.598/1977, com o valor fixado pela Lei 12.973/2014, e art. 313 do RIR/2018). Na contabilidade, o CPC 27 não fixa valor: a empresa define o seu na política de capitalização.

É comum a empresa adotar um limite contábil diferente do fiscal, conforme o porte e a materialidade. Quando os dois divergem, a diferença é controlada no LALUR. As faixas usadas no mercado, a forma de documentar a política e os efeitos no IRPJ e na CSLL estão no guia valor mínimo para ativo imobilizado.

Qual o CFOP de ativo imobilizado?

O CFOP de ativo imobilizado é 1551 na compra dentro do estado e 2551 na compra de outro estado. Na venda do bem, usa-se 5551 dentro do estado e 6551 para outro estado. Usar o CFOP de mercadoria (como 5102) na venda de um bem do imobilizado é erro frequente e muda a tributação da operação.

OperaçãoMesmo estadoOutro estado
Compra de bem para o ativo imobilizado15512551
Venda de bem do ativo imobilizado55516551

Transferências, devoluções, comodato e a tributação de cada código estão no guia de CFOP do ativo imobilizado. Para a venda, veja também CFOP 5551, CFOP 6551 e PIS e COFINS na venda de ativo imobilizado.

Classificação do ativo imobilizado no balanço

O ativo imobilizado é classificado no ativo não circulante e dividido em contas por natureza, o que o CPC 27 chama de classes: terrenos, edificações, máquinas e equipamentos, instalações, móveis e utensílios, veículos, computadores, benfeitorias em imóveis de terceiros e imobilizado em andamento. Cada classe tem sua própria depreciação acumulada, que reduz o saldo.

Grupo do balançoO que entraAtivo imobilizado?
Ativo circulanteCaixa, clientes, estoquesNão
Não circulante: realizável a longo prazoCréditos a receber após 12 meses, depósitos judiciaisNão
Não circulante: investimentosParticipações em outras empresas, propriedade para investimento (CPC 28)Não
Não circulante: imobilizadoBens tangíveis de uso, imobilizado em andamento e, em regra, o direito de uso de arrendamentosSim
Não circulante: intangívelSoftware, marcas, patentes, licenças, ágioNão

A separação por classe não é só formalidade: ela define a taxa de depreciação, a divulgação em nota explicativa e a forma de controlar cada bem. Quando um imóvel é comprado com a construção, o valor do terreno deve ser separado do valor do prédio, porque terreno não deprecia. Partes relevantes de um mesmo bem com vidas úteis diferentes (motor e estrutura, por exemplo) também são separadas, o que o CPC 27 chama de componentização. As contas típicas aparecem no plano de contas empresarial.

Reconhecimento: quando o bem entra no imobilizado

O bem entra no ativo imobilizado quando duas condições são atendidas ao mesmo tempo: é provável que gere benefício econômico futuro para a empresa e o seu custo pode ser medido de forma confiável (CPC 27, item 7). Na prática, o lançamento acontece quando a empresa passa a controlar o bem, normalmente na entrega.

  • Peças sobressalentes e equipamentos de reserva entram no imobilizado quando serão usados por mais de um período (CPC 27, item 8).
  • Manutenção do dia a dia (mão de obra, consumíveis, pequenas peças) é despesa, não aumenta o imobilizado (CPC 27, item 12).
  • Reforma que aumenta a capacidade ou prolonga a vida útil é somada ao valor do bem; a parte substituída sai do balanço.
  • Máquina em montagem ou obra em curso fica em imobilizado em andamento até estar pronta para uso.

Mensuração: por quanto o ativo imobilizado é registrado

O ativo imobilizado é registrado pelo custo, que inclui o preço de compra (sem descontos), os impostos não recuperáveis, o frete, a instalação, a montagem e os testes necessários para o bem funcionar (CPC 27, item 16). Treinamento, publicidade e despesas administrativas gerais não entram no custo. Impostos que geram crédito, como o ICMS apropriado no CIAP, também ficam fora.

Depois do registro inicial, o modelo usado no Brasil é o do custo: o valor do bem é o custo menos a depreciação acumulada e menos eventuais perdas por redução ao valor recuperável, verificadas no teste de impairment (CPC 01). A reavaliação espontânea de ativos deixou de ser permitida para as sociedades brasileiras com a Lei 11.638/2007. Quando a empresa precisa conhecer o valor justo dos bens (aquisição, garantia, revisão de vida útil, custo atribuído), o caminho é um laudo de avaliação de ativos.

Precisa do valor real do seu imobilizado?

A CPCON emite laudo de avaliação de máquinas, equipamentos e imóveis conforme NBR 14653, com base para vida útil, valor residual e valor justo.

Ver Avaliação de Ativos

30 anos de experiência · mais de 4.500 projetos realizados · Laudos aceitos por Big Four

Depreciação do ativo imobilizado

Depreciação é a distribuição do custo do bem, menos o valor residual, ao longo da vida útil. Ela começa quando o bem está disponível para uso, mesmo que ainda parado, e só termina na baixa (CPC 27, item 55). Terrenos não depreciam. Para fins fiscais, a Receita Federal publica taxas de referência por tipo de bem (IN RFB 1.700/2017, Anexo III), como 4% ao ano para edificações, 10% para máquinas e móveis e 20% para veículos e computadores.

O cálculo passo a passo, com exemplos e a diferença entre a depreciação contábil e a fiscal, está em depreciação de ativos conforme a Receita Federal. Os conceitos e a calculadora estão em o que é depreciação. As duas estimativas que mais mudam o resultado têm guias próprios: vida útil e valor residual.

Ativo imobilizado, intangível, estoque e propriedade para investimento

Quatro grupos costumam ser confundidos com o ativo imobilizado. A diferença está sempre em duas perguntas: o bem tem forma física? E para que a empresa o mantém?

ClassificaçãoNormaO que éExemplo
Ativo imobilizadoCPC 27Bem tangível usado na operação por mais de um anoMáquina da fábrica
Ativo intangívelCPC 04Ativo sem forma físicaSoftware, marca, patente
EstoqueCPC 16Bem mantido para venda ou consumo na produçãoMercadoria para revenda
Propriedade para investimentoCPC 28Imóvel mantido para renda de aluguel ou valorizaçãoSala comercial alugada a terceiros
Direito de uso (arrendamento)CPC 06 R2Direito de usar bem de terceiro por contratoGalpão alugado por 5 anos

Aprofunde em o que é ativo intangível, CPC 28: propriedade para investimento e CPC 06 (R2): arrendamento. O tratamento completo da norma do imobilizado, item a item, está no guia do CPC 27.

Ativo imobilizado e a reforma tributária

Com a reforma tributária, a compra de bens do imobilizado passa a gerar crédito de IBS e CBS, enquanto o crédito de ICMS antigo continua sendo apropriado no CIAP durante a transição. Isso exige saber, bem a bem, o que existe e quando entrou. Os detalhes estão em CIAP e o duplo controle na transição, crédito de IBS e CBS no ativo imobilizado e, para empresas do lucro presumido, em ativos fixos no lucro presumido.

Como manter o ativo imobilizado confiável

Todo o tratamento contábil depende de uma pergunta prática: os bens registrados existem, estão onde o sistema diz e no estado declarado? Quando a resposta é incerta, o saldo do imobilizado deixa de representar a realidade. A verificação é feita pelo inventário patrimonial seguido da conciliação patrimonial entre o físico e o contábil.

O que aparece quando o imobilizado não é conciliado

  • Ativos fantasmas: bens no balanço que não existem mais (vendidos, sucateados ou furtados sem baixa), gerando depreciação sobre nada.
  • Bens sem registro: equipamentos em uso que nunca foram lançados no imobilizado.
  • Cadastro errado: localização, centro de custo, classe ou vida útil incorretos, distorcendo a depreciação.
  • Baixas pendentes: bens fora de uso ainda com valor contábil, adiando perdas que deveriam estar no resultado.

Na baixa, o ganho ou a perda é a diferença entre o valor recebido e o valor contábil do bem, e vai para outras receitas ou despesas, nunca para receita de vendas (CPC 27, item 68). Para localizar e regularizar os itens sem lastro, veja ativos fantasmas: como identificar e eliminar.

Regularize seu ativo imobilizado com inventário e conciliação

A CPCON faz o inventário físico, identifica bens sem registro, baixas pendentes e erros de classificação, e entrega a base do imobilizado conciliada com a contabilidade e pronta para auditoria.

Solicitar Diagnóstico

30 anos de experiência · mais de 4.500 projetos realizados · Laudos aceitos por Big Four

Perguntas Frequentes

O que é ativo imobilizado?
Ativo imobilizado é o conjunto de bens tangíveis que a empresa mantém para uso na produção, no fornecimento de bens ou serviços, para aluguel ou fins administrativos, e que espera usar por mais de um período (CPC 27, item 6). Exemplos: terrenos, prédios, máquinas, veículos, móveis e computadores. Fica no ativo não circulante do balanço (Lei 6.404/1976, art. 179, IV).
O que é considerado um ativo imobilizado?
É considerado ativo imobilizado o bem físico usado na atividade da empresa por mais de 12 meses, que deve gerar benefício econômico e cujo custo pode ser medido com confiabilidade. Entram terrenos, edificações, máquinas, veículos, móveis, computadores, instalações, benfeitorias em imóvel alugado e obras em andamento. Não entram estoques, intangíveis e imóveis mantidos só para renda.
Quais são alguns exemplos de ativos imobilizados?
Terreno da fábrica, galpão, escritório próprio, linha de produção, empilhadeira, caminhão de entrega, carro da equipe comercial, mesas e cadeiras, notebooks e servidores, ar-condicionado central, reforma de loja alugada e máquina em montagem (imobilizado em andamento).
Como saber se é ativo imobilizado ou uso e consumo?
Verifique a duração e o valor. Se o bem será usado por mais de 12 meses e o valor unitário supera 1.200 (ou o limite da política da empresa), é ativo imobilizado. Se é consumido em pouco tempo ou fica abaixo do limite, é material de uso e consumo e vai para despesa.
Qual o valor mínimo para ativo imobilizado em 2026?
Para fins fiscais, 1.200 por unidade: bens de valor unitário até esse limite, ou com vida útil de até um ano, podem ser deduzidos direto como despesa (art. 15 do Decreto-Lei 1.598/1977, com redação da Lei 12.973/2014, e art. 313 do RIR/2018). Na contabilidade, o CPC 27 não fixa valor; a empresa define o limite na sua política de capitalização.
Qual o CFOP de ativo imobilizado?
Na compra de bem para o ativo imobilizado, 1551 (mesmo estado) e 2551 (outro estado). Na venda de bem do ativo imobilizado, 5551 (mesmo estado) e 6551 (outro estado).
Ativo imobilizado é ativo circulante?
Não. O ativo imobilizado faz parte do ativo não circulante, porque reúne bens usados por mais de 12 meses. O ativo circulante reúne o que vira caixa ou é consumido no curto prazo, como caixa, contas a receber e estoques.
Terreno deprecia?
Não. Terreno tem vida útil indefinida e não sofre depreciação (CPC 27, item 58). Quando o imóvel é comprado com a construção, o valor do terreno deve ser separado do valor do prédio, e só o prédio é depreciado.
Software é imobilizado ou intangível?
Em regra, software é ativo intangível (CPC 04), porque não tem forma física. A exceção é o software que faz parte do equipamento e sem o qual ele não funciona, como o sistema embarcado de uma máquina: nesse caso ele integra o custo do bem no imobilizado. Assinaturas mensais de software são despesa.

Resolva isso na prática

Precisa aplicar isso na sua empresa?

A CPCON faz isso há 30 anos para quase 2.600 clientes, incluindo Petrobras, Vale e Natura. Mais de 40% das empresas do Ibovespa já passaram pela metodologia CPCON. Diagnóstico gratuito, resposta em 1 dia útil.

Serviços CPCON relacionados

Andre Gonçalves

Andre Gonçalves

Sócio, VP Operações Brasil, Diretor Técnico e CFO | Grupo CPCON

Contador Registrado CRC-SP

Sócio do Grupo CPCON, Vice-Presidente de Operações CPCON Brasil, Diretor Técnico e CFO. Contador registrado CRC-SP, responsável tecnicamente pelos serviços de gestão patrimonial, avaliação de ativos, depreciação e conformidade contábil da CPCON em projetos no Brasil e exterior.

Nota de transparência: Este artigo reflete a experiência prática da equipe CPCON. Recomendamos validar decisões contábeis e fiscais com seu auditor ou contador responsável.

Precisa de Apoio Especializado?

30 anos de história e mais de 4.500 projetos realizados a serviço da sua empresa.