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Case Luxottica: Redução de 85% no Tempo de Inventário com RFID

Conheça os bastidores do projeto que transformou o controle de ativos da Luxottica com RFID, reduzindo o tempo de inventário de 30 dias para apenas 4 dias.

WJ
Andre Gonçalves, Sócio, VP Operações Brasil, Diretor Técnico e CFO
28 de Dezembro, 20257 min de leitura
Case Luxottica: Como Reduzimos 85% do Tempo de Inventário

Contexto: o desafio da Luxottica

A Luxottica, líder mundial em óculos de grau e sol, opera uma das maiores plantas industriais do Brasil. Com mais de 15.000 ativos fixos distribuídos em múltiplos setores — produção, logística, qualidade e administração — o inventário anual era um processo crítico e demorado.

Antes da implantação do RFID, o inventário completo levava 30 dias corridos, mobilizava dezenas de colaboradores e ainda apresentava taxa de acuracidade abaixo de 85%, gerando divergências contábeis e ressalvas em auditoria.

O principal desafio não era apenas a velocidade do inventário, mas a qualidade dos dados: ativos fantasmas, bens sem identificação e divergências entre o físico e o contábil comprometiam as demonstrações financeiras.

Diagnóstico: o que encontramos

  • Mais de 2.300 ativos sem identificação física (sem plaqueta ou tag).
  • Aproximadamente 800 ativos registrados contabilmente mas não localizados fisicamente.
  • Processo de inventário 100% manual, com planilhas e anotações em papel.
  • Ausência de integração entre o controle patrimonial e o ERP (SAP).
  • Equipe de inventário sem treinamento específico em controle patrimonial.

Abordagem: a metodologia CPCON aplicada

Etapas do Projeto

  1. 1Diagnóstico patrimonial completo: levantamento de todos os ativos e mapeamento das divergências.
  2. 2Regularização do cadastro: tratamento dos ativos fantasmas e incorporação dos bens não registrados.
  3. 3Etiquetagem com RFID UHF: aplicação de 15.000 tags em todos os ativos, incluindo tags anti-metal para equipamentos industriais.
  4. 4Implantação de leitores fixos: instalação de portais RFID nos acessos dos principais setores.
  5. 5Integração com SAP: desenvolvimento de middleware para sincronização em tempo real.
  6. 6Treinamento da equipe: capacitação de 40 colaboradores para operação do novo sistema.
  7. 7Inventário inaugural com RFID: primeiro inventário completo com a nova tecnologia.

Resultados alcançados

IndicadorAntes do RFIDApós o RFIDMelhoria
Tempo de inventário30 dias4 dias-85%
Acuracidade85%99,3%+14,3 p.p.
Ativos não localizados800+Menos de 20-97,5%
Equipe mobilizada45 pessoas8 pessoas-82%
Divergências contábeisRecorrentesEliminadas100%
Ressalvas de auditoriaPresentesEliminadas100%

Lições aprendidas

  • A regularização do cadastro antes da implantação do RFID é tão importante quanto a tecnologia em si.
  • A integração com o ERP é o que transforma o RFID de ferramenta de inventário em sistema de gestão contínua.
  • O treinamento da equipe é determinante para a adoção e manutenção do sistema.
  • Tags anti-metal são indispensáveis em ambientes industriais — ignorar esse detalhe compromete a acuracidade.
  • O ROI do projeto foi atingido em menos de 18 meses, considerando a redução de horas de trabalho e a eliminação de divergências fiscais.

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Perguntas Frequentes

Esse projeto pode ser replicado em empresas menores?
Sim. A metodologia é escalável. Para empresas com 500 a 5.000 ativos, o projeto é mais rápido e o investimento proporcionalmente menor. O Grupo CPCON adapta a solução ao porte e ao orçamento de cada cliente.
Quanto tempo levou o projeto completo na Luxottica?
O projeto completo — do diagnóstico ao primeiro inventário com RFID — levou aproximadamente 4 meses. A etapa mais demorada foi a regularização do cadastro e a etiquetagem física dos 15.000 ativos.
O RFID implantado continua funcionando após o projeto?
Sim. O sistema RFID é permanente. Após a implantação, a Luxottica passou a realizar inventários mensais por setor em poucas horas, mantendo o cadastro sempre atualizado e em conformidade com o SAP.
Como foram tratados os ativos fantasmas identificados?
Os ativos não localizados foram investigados individualmente. Parte estava em manutenção externa ou transferida para outras unidades. Os confirmados como inexistentes foram baixados do imobilizado com documentação adequada para fins fiscais e contábeis.

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Andre Gonçalves

Andre Gonçalves

Sócio, VP Operações Brasil, Diretor Técnico e CFO | Grupo CPCON

Contador Registrado CRC-SP

Sócio do Grupo CPCON, Vice-Presidente de Operações CPCON Brasil, Diretor Técnico e CFO. Contador registrado CRC-SP, responsável tecnicamente pelos serviços de gestão patrimonial, avaliação de ativos, depreciação e conformidade contábil da CPCON em projetos no Brasil e exterior.

Nota de transparência: Este artigo reflete a experiência prática da equipe CPCON. Recomendamos validar decisões contábeis e fiscais com seu auditor ou contador responsável.

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