Contexto: o desafio da Luxottica
A Luxottica, líder mundial em óculos de grau e sol, opera uma das maiores plantas industriais do Brasil. Com mais de 15.000 ativos fixos distribuídos em múltiplos setores — produção, logística, qualidade e administração — o inventário anual era um processo crítico e demorado.
Antes da implantação do RFID, o inventário completo levava 30 dias corridos, mobilizava dezenas de colaboradores e ainda apresentava taxa de acuracidade abaixo de 85%, gerando divergências contábeis e ressalvas em auditoria.
O principal desafio não era apenas a velocidade do inventário, mas a qualidade dos dados: ativos fantasmas, bens sem identificação e divergências entre o físico e o contábil comprometiam as demonstrações financeiras.
Diagnóstico: o que encontramos
- Mais de 2.300 ativos sem identificação física (sem plaqueta ou tag).
- Aproximadamente 800 ativos registrados contabilmente mas não localizados fisicamente.
- Processo de inventário 100% manual, com planilhas e anotações em papel.
- Ausência de integração entre o controle patrimonial e o ERP (SAP).
- Equipe de inventário sem treinamento específico em controle patrimonial.
Abordagem: a metodologia CPCON aplicada
Etapas do Projeto
- 1Diagnóstico patrimonial completo: levantamento de todos os ativos e mapeamento das divergências.
- 2Regularização do cadastro: tratamento dos ativos fantasmas e incorporação dos bens não registrados.
- 3Etiquetagem com RFID UHF: aplicação de 15.000 tags em todos os ativos, incluindo tags anti-metal para equipamentos industriais.
- 4Implantação de leitores fixos: instalação de portais RFID nos acessos dos principais setores.
- 5Integração com SAP: desenvolvimento de middleware para sincronização em tempo real.
- 6Treinamento da equipe: capacitação de 40 colaboradores para operação do novo sistema.
- 7Inventário inaugural com RFID: primeiro inventário completo com a nova tecnologia.
Resultados alcançados
| Indicador | Antes do RFID | Após o RFID | Melhoria |
|---|---|---|---|
| Tempo de inventário | 30 dias | 4 dias | -85% |
| Acuracidade | 85% | 99,3% | +14,3 p.p. |
| Ativos não localizados | 800+ | Menos de 20 | -97,5% |
| Equipe mobilizada | 45 pessoas | 8 pessoas | -82% |
| Divergências contábeis | Recorrentes | Eliminadas | 100% |
| Ressalvas de auditoria | Presentes | Eliminadas | 100% |
Lições aprendidas
- A regularização do cadastro antes da implantação do RFID é tão importante quanto a tecnologia em si.
- A integração com o ERP é o que transforma o RFID de ferramenta de inventário em sistema de gestão contínua.
- O treinamento da equipe é determinante para a adoção e manutenção do sistema.
- Tags anti-metal são indispensáveis em ambientes industriais — ignorar esse detalhe compromete a acuracidade.
- O ROI do projeto foi atingido em menos de 18 meses, considerando a redução de horas de trabalho e a eliminação de divergências fiscais.
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Perguntas Frequentes
Esse projeto pode ser replicado em empresas menores?
Quanto tempo levou o projeto completo na Luxottica?
O RFID implantado continua funcionando após o projeto?
Como foram tratados os ativos fantasmas identificados?
Wendell Jeveaux
CEO | Grupo CPCON
Com 30 anos de história à frente do Grupo CPCON, Wendell Jeveaux lidera projetos de gestão de ativos, RFID e consultoria patrimonial para grandes empresas no Brasil, México e EUA. Responsável por mais de 4.500 projetos realizados em diversas indústrias.
Nota de transparência: Este artigo reflete a experiência prática da equipe CPCON. Recomendamos validar decisões contábeis e fiscais com seu auditor ou contador responsável.
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