Cases RFID

Case CPCON: Varejo de Pneus — Tags ON-RUBBER, Coletor RFID e -83% em Horas-Homem de Inventário

Rede nacional de varejo de pneus (312 lojas em 18 estados, 561.600 unidades em estoque) gastava 18 horas-homem por loja em inventário mensal com código de barras, com acurácia de apenas 87%. A CPCON desenvolveu, com fornecedor especializado, tag RFID UHF ON-RUBBER customizada para o substrato borracha-negro de fumo. Resultados: tempo de inventário reduzido em 83%, acurácia subiu para 99,4%, stockout não detectado caiu de 8% para 0,7%. ROI 211% em 5 anos, payback 19 meses.

WJ
Wendell Jeveaux, CEO
23 de Maio, 202610 min de leitura
Case RFID Varejo de Pneus: Redução de 50% no Tempo de Inventário

A borracha do pneu contém negro de fumo, material que interfere parcialmente em ondas UHF padrão. Tag RFID convencional fica com 30-40% de erro de leitura nesse substrato. A CPCON especificou tags ON-RUBBER customizadas (substrato dielétrico isolante + adesivo industrial) que atingiram 99,4% de leitura confiável — viabilizando o projeto que ficou inviável tecnicamente por anos com tecnologia genérica.

O desafio: inventário mensal pesado e acurácia baixa

O cliente é uma rede nacional de varejo de pneus com 312 lojas distribuídas em 18 estados, totalizando 561.600 unidades em estoque ativo (média de 1.800 pneus por loja). O ramo opera com margens apertadas e alta velocidade de giro — disponibilidade real correta na hora da venda é diferencial competitivo absoluto.

Antes do projeto, cada loja executava inventário mensal de pneus com código de barras impresso no flanco lateral. O processo durava 6 horas com equipe de 3 colaboradores (18 horas-homem por loja por ciclo). Os colaboradores precisavam ler manualmente cada código, frequentemente coberto por sujeira, riscos ou em pneus empilhados de difícil acesso. A acurácia média ficava em 87% — 13% de divergência entre o sistema e o físico, gerando ajustes contábeis mensais materiais. O impacto comercial era ainda mais grave: 8% das consultas de cliente terminavam em decepção ("o sistema mostrava disponível mas fisicamente não estava ali"), com perda direta de venda.

Loja de varejo de pneus com estoque organizado em prateleiras
Ambiente típico de uma das 312 lojas da rede — média de 1.800 pneus por unidade.

A solução técnica: tag ON-RUBBER customizada + coletor industrial

Etapa 1 — Desenvolvimento da tag RFID UHF ON-RUBBER

O desafio físico era específico de pneus: a borracha contém negro de fumo (carbon black) em concentrações altas, material condutor que interfere em ondas UHF padrão. Tags RFID convencionais (etiquetas adesivas comuns) apresentavam taxa de leitura confiável de apenas 60-70% no substrato pneu. A CPCON especificou junto a fornecedor parceiro (Confidex) uma tag UHF Gen2 ON-RUBBER com substrato dielétrico isolante de 2mm entre a antena e a borracha, mais adesivo industrial de alta aderência resistente a 80°C e a flexão repetida. A tag resiste a 8+ anos em condições normais de estoque (e à transferência ao consumidor final — permanece no pneu durante a vida útil para eventual identificação em recall de fabricante).

Etapa 2 — Aplicação na recepção da mercadoria

A tag é aplicada na lateral interna do flanco do pneu durante a recepção da mercadoria no centro de distribuição (não na fábrica). Cada tag é programada com EPC único contendo SKU, lote, data de fabricação e centro de origem. A programação acontece em portal RFID na doca do CD com leitura confirmatória — qualquer tag mal aplicada ou com leitura abaixo de RSSI -70 dBm é rejeitada na origem.

Etapa 3 — Coletor industrial Zebra MC3300xR

Cada loja recebeu coletor RFID UHF industrial Zebra MC3300xR (alcance 8 metros, velocidade 700 leituras/segundo, Android 11, WiFi 6, bateria 8h de uso intenso). O coletor está conectado em tempo real via WiFi com o ERP da loja (Microsoft Dynamics 365), mostrando ao operador divergências instantâneas durante a contagem (pneus no sistema mas não lidos, pneus lidos mas não no sistema).

Etapa 4 — Processo de inventário redesenhado

O processo foi reformulado: em vez de 3 colaboradores 6 horas cada (18 h-h), agora 1 colaborador equipado com coletor RFID executa o inventário em 3 horas (3 h-h). A leitura é massiva — em uma única passada pelo corredor, todas as tags na área de cobertura são identificadas simultaneamente. O operador recebe feedback em tempo real e pode focar em divergências reais (não em digitação manual).

Resultados quantitativos — comparativo visual

Indicadores antes vs depois RFID (por loja, ciclo padrão)

Antes (código de barras)Depois (RFID CPCON)
Tempo de inventário por loja (horas-homem)-83.3%
18
3
Acurácia de inventário (%)+13.8%
87
99
Inventários completos por ano+333.3%
12
52
Stockout não detectado (% das vendas)-87.5%
8
1
Custo anual operacional (R$ mil por loja)-37.5%
8
5

Indicadores consolidados após 12 meses de operação

TEMPO DE INVENTÁRIO POR LOJA: 6 horas com 3 colaboradores (18 h-h) → 3 horas com 1 colaborador (3 h-h). REDUÇÃO 83% em horas-homem.
ACURÁCIA DE INVENTÁRIO: 87% (13% de divergência) → 99,4% (apenas 0,6% por pneus em áreas mortas ou manipulação cliente). MELHORIA 12,4 pontos percentuais.
FREQUÊNCIA DE INVENTÁRIO: 12 por ano (mensal) → 52 por ano (semanal, viável pelo baixo custo operacional). AUMENTO 333%.
STOCKOUT NÃO DETECTADO: 8% das consultas de cliente terminavam em "estoque inexistente fisicamente" → 0,7%. REDUÇÃO 91%.
CUSTO ANUAL POR LOJA: 12 inv × 18 h-h × R$ 35/h = R$ 7.560 → 52 inv × 3 h-h × R$ 35/h = R$ 5.460. REDUÇÃO 27% (mesmo com 4× mais inventários).
CUSTO IMPLANTAÇÃO POR LOJA: 1 coletor R$ 18.000 + 1.800 tags × R$ 0,80 (R$ 1.440) + software amortizado R$ 12.000 = R$ 31.440.
PAYBACK: 19 meses, considerando R$ 19.600/ano de ganho (operacional + recuperação stockout + ajustes contábeis).
ROI 5 ANOS: 211%.

Impacto consolidado na rede (312 lojas)

Os ganhos consolidados na rede completa superaram os benefícios projetados individuais por loja. Em horas-homem evitadas, a economia operacional anual ultrapassou R$ 6,1 milhões. O ganho indireto foi ainda maior: aumento de 4,2% nas vendas pela disponibilidade real correta em tela do vendedor (clientes deixaram de desistir por "estoque incorreto"). A precisão de 99,4% eliminou as discussões mensais entre operações e contabilidade sobre divergências, liberando o tempo da equipe de controladoria para análises de maior valor agregado.

O sistema também passou a alimentar o e-commerce da rede com disponibilidade real-time por loja. Clientes online passaram a confiar nos prazos de retirada exibidos no site (sem necessidade de reservar+confirmar manualmente como antes). As vendas online cresceram 23% no ano subsequente ao projeto — não atribuíveis ao RFID isoladamente, mas viabilizadas pela confiabilidade que o RFID trouxe ao processo.

Componentes técnicos consolidados

  • Tags RFID UHF ON-RUBBER Confidex (ou equivalente) com substrato dielétrico — R$ 0,80/unidade em volume.
  • Coletor Zebra MC3300xR — R$ 18.000 com bateria estendida + base de carregamento.
  • Portal RFID na doca do CD — leitura confirmatória da programação (4 antenas Times-7 + 1 leitor FXR90).
  • Middleware CPCON — integração com ERP Microsoft Dynamics 365 via API REST.
  • WiFi 6 (802.11ax) — necessária para velocidade de sincronização real-time com ERP.
  • Dashboard analítico — relatórios de acurácia por loja, ranking de SKUs com maior divergência, predição de stockout.

Inventário com RFID em rede de varejo

A CPCON dimensiona e executa projetos RFID para varejo multi-unidade. Tags customizadas conforme o produto, integração nativa com Microsoft Dynamics, SAP, Oracle e ERPs custom, ROI documentado.

Solicitar Diagnóstico RFID Varejo

Tags customizadas · Dynamics · SAP · Oracle · ROI 19 meses

Perguntas Frequentes

Por que tags comuns não funcionam em pneus?
A borracha do pneu contém negro de fumo (carbon black) em concentrações altas. Esse material é parcialmente condutor de eletricidade, o que interfere nas ondas UHF de uma tag RFID convencional — causando reflexão, absorção e queda do alcance efetivo. Tags RFID padrão (etiquetas adesivas comuns) apresentam taxa de leitura confiável de apenas 60-70% no substrato pneu, inviabilizando uso operacional. Tags ON-RUBBER têm substrato dielétrico de 2mm que isola a antena da borracha, restaurando alcance e confiabilidade.
A tag fica visível no pneu? Atrapalha a estética?
A tag fica na lateral interna do flanco (lado que fica voltado para o veículo após montagem), em formato discreto de 30×80mm. Após a montagem do pneu no veículo, a tag fica praticamente invisível. Cor padrão preta ou cinza, compatível com a estética dos pneus.
A tag permanece no pneu depois da venda? Por quê?
Sim, permanece. O motivo principal é viabilizar identificação em eventual RECALL do fabricante — exigência crescente da indústria automotiva. Adicionalmente, garante rastreabilidade pós-venda (registro de fornecedor, lote, data de produção) caso haja sinistro com responsabilidade do fabricante. A tag não rastreia o veículo após a saída da loja — só pode ser lida por leitores RFID UHF dedicados em proximidade.
Quanto custou o projeto consolidado na rede de 312 lojas?
O investimento total na rede consolidada foi de aproximadamente R$ 9,8 milhões (R$ 31.440 por loja × 312 lojas). Adicionalmente, R$ 145.000 em desenvolvimento de middleware e integração centralizada. O retorno operacional anual foi de R$ 6,1 milhões em economia direta + R$ 18,5 milhões em vendas adicionais por disponibilidade correta. Payback consolidado da rede foi de 14 meses.
Funciona com pneus empilhados? Como?
Sim. Esse é justamente o ganho principal vs código de barras (que exige linha de visão direta com cada código). O coletor Zebra MC3300xR tem alcance de 6-10 metros e capacidade de leitura simultânea de centenas de tags. Em pilha de 20 pneus, todas as 20 tags são lidas em uma única passada do coletor próximo à pilha — sem necessidade de desempilhar nada.
Quanto tempo para implantar em uma rede multi-unidade?
O cronograma típico: 30 dias de diagnóstico técnico e desenvolvimento da tag específica + POC em 5 lojas piloto; 45 dias de produção e importação das tags em volume; 60 dias de etiquetagem do estoque existente nas lojas (paralelizada, com equipe regional); 30 dias de integração com ERP centralizado; 90 dias de operação assistida com treinamento da equipe de cada loja. Para rede de 312 lojas, o cronograma completo foi 8-10 meses.
Case RFID Coletor de Dados: Inventário de Estoques com 99% de Acurácia
Cases RFID

Case RFID Coletor de Dados: Inventário de Estoques com 99% de Acurácia

Distribuidor industrial de peças de reposição mecânica e elétrica (armazém de 14.000 m², 47.000 SKUs distintos) consumia 96 dias-pessoa por trimestre em inventário rotativo com código de barras, com acurácia média de 91%. A CPCON implementou 12 coletores RFID UHF Zebra MC3300xR integrados ao WMS via WiFi 6 em 3 modalidades complementares (rotativo diário, mensal completo, auditoria trimestral). Resultados: -90% dias-pessoa, acurácia 99,1%, fechamento contábil reduzido em 71%. ROI 374% em 5 anos.

Ler artigo
Case RFID Hospital Geriátrico: Rastreamento de Idosos com Pulseiras
Cases RFID

Case RFID Hospital Geriátrico: Rastreamento de Idosos com Pulseiras

Centro hospitalar geriátrico enfrentava acidentes recorrentes em escadas, acessos não autorizados a áreas de risco biológico e demora superior a 40 minutos para localizar pacientes ausentes do quarto. A CPCON implementou malha de 47 antenas UHF integradas com 8 catracas de acesso e pulseiras RFID ativas. Resultados consolidados em 12 meses: -87% acidentes em escadas, -94% acessos não autorizados, localização de paciente em 90 segundos (antes 42 minutos), zero contaminação cruzada. Payback em 14 meses com investimento de R$ 740.000.

Ler artigo
Portal RFID no varejo: controle de estoque e redução de shrinkage
RFID

Portal RFID no varejo: controle de estoque e redução de shrinkage

O varejo brasileiro perde R$ 23 bilhões por ano com shrinkage. Cada ponto percentual de redução nesse índice representa, para uma rede com R$ 1 bilhão de faturamento, R$ 10 milhões de margem recuperada. O Portal RFID é a única tecnologia que ataca simultaneamente os três vetores de perda: furto externo, furto interno e erro operacional.

Ler artigo
O Guia Completo de RFID para Inventário de Ativos Fixos (2026)
RFID

O Guia Completo de RFID para Inventário de Ativos Fixos (2026)

Implementar RFID UHF em ativos fixos pode reduzir o tempo de inventário em 80-90% e elevar a acurácia para acima de 99%. Mas só com três pré-condições: padronização EPC seguindo GS1, integração real com ERP e processo redesenhado. Este guia cobre as decisões técnicas, o passo-a-passo de implantação e os erros que destroem o retorno.

Ler artigo
RTLS: Rastreamento em Tempo Real com RFID
RFID

RTLS: Rastreamento em Tempo Real com RFID

Entenda como o RTLS (Sistema de Localização em Tempo Real) baseado em RFID permite rastrear ativos continuamente em hospitais, fábricas e armazéns.

Ler artigo
Adesivo RFID: Quando Usar e Especificações Técnicas
RFID

Adesivo RFID: Quando Usar e Especificações Técnicas

Adesivos RFID combinam flexibilidade e custo acessível para identificação patrimonial e controle de estoque. Entenda quando escolhê-los em vez de tags rígidas e quais especificações técnicas garantem leitura confiável em cada aplicação.

Ler artigo
WJ

Wendell Jeveaux

CEO | Grupo CPCON

Com 30 anos de história à frente do Grupo CPCON, Wendell Jeveaux lidera projetos de gestão de ativos, RFID e consultoria patrimonial para grandes empresas no Brasil, México e EUA. Responsável por mais de 4.500 projetos realizados em diversas indústrias.

Nota de transparência: Este artigo reflete a experiência prática da equipe CPCON. Recomendamos validar decisões contábeis e fiscais com seu auditor ou contador responsável.

Precisa de Apoio Especializado?

30 anos de história e 4.500 projetos realizados a serviço da sua empresa.

Case RFID Varejo de Pneus: Redução de 50% no Tempo de Inventário