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IBS e CBS sobre Ativos Fixos: Como Calcular e Aproveitar Créditos na Reforma Tributária

Com a Reforma Tributária, o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) substituem gradualmente o ICMS, PIS e COFINS. Para empresas com ativos fixos, isso representa uma mudança profunda na forma de calcular, registrar e apropriar créditos tributários. Este guia técnico explica passo a passo como sua empresa pode calcular e aproveitar ao máximo os créditos de IBS e CBS sobre ativos imobilizados.

WJ
Andre Gonçalves, Sócio, VP Operações Brasil, Diretor Técnico e CFO
25 de Janeiro, 202615 min de leitura
IBS e CBS sobre Ativos Fixos: Como Calcular e Aproveitar Créditos

O que são IBS e CBS e como substituem os tributos atuais

A Emenda Constitucional 132/2023 e a Lei Complementar 214/2025 instituíram dois novos tributos que unificam a tributação sobre o consumo no Brasil: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência estadual e municipal, e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal. Juntos, eles substituem cinco tributos: ICMS, ISS, PIS, COFINS e parte do IPI.

Para o controle patrimonial, a mudança mais relevante é que o IBS e a CBS adotam o princípio da não cumulatividade plena — ou seja, o crédito sobre a aquisição de ativos fixos é, em regra, imediato e integral, diferentemente do CIAP do ICMS (que parcela o crédito em 48 meses) e do PIS/COFINS (que parcela em 24 meses). Isso representa uma mudança estrutural no fluxo de caixa e no controle patrimonial das empresas.

Ponto crítico: o crédito imediato de IBS/CBS sobre ativos fixos pode representar uma vantagem de caixa significativa em relação ao regime atual — mas somente para empresas que estruturarem corretamente o controle patrimonial antes de 2027.

Comparativo: regime atual vs. IBS/CBS para ativos fixos

TributoRegime AtualPrazo de ApropriaçãoBase de CálculoObrigação Acessória
ICMS (CIAP)Crédito parcelado1/48 avos mensais (4 anos)ICMS destacado na NF-eBloco G — SPED Fiscal
PIS/COFINSCrédito parcelado1/24 avos mensais (2 anos)Valor de aquisição × alíquotaEFD-Contribuições
IBS (novo)Crédito imediato (regra geral)Mês de aquisiçãoIBS destacado na NF-eNova obrigação (a definir)
CBS (nova)Crédito imediato (regra geral)Mês de aquisiçãoCBS destacada na NF-eNova obrigação (a definir)

A LC 214/2025 prevê exceções ao crédito imediato: bens de uso misto (pessoal e empresarial), bens adquiridos por empresas em regimes especiais e situações em que o Comitê Gestor do IBS defina tratamento diferenciado. Por isso, é fundamental acompanhar a regulamentação e classificar corretamente cada ativo no momento da aquisição.

Como calcular o crédito de IBS e CBS sobre ativos fixos

O cálculo do crédito de IBS e CBS sobre ativos fixos segue a lógica da não cumulatividade plena. O valor do crédito é igual ao IBS e à CBS destacados na nota fiscal de aquisição do bem, desde que o ativo seja utilizado em atividade sujeita ao IBS/CBS e não haja vedação específica.

EtapaDescriçãoExemplo Prático
1. Identificar o ativoVerificar se o bem é ativo imobilizado (vida útil > 1 ano, uso na atividade)Máquina industrial adquirida por R$ 500.000
2. Verificar a NF-eLocalizar os campos de IBS e CBS destacados na nota fiscalIBS: R$ 13.500 | CBS: R$ 19.500
3. Verificar elegibilidadeConfirmar que o ativo é usado em atividade tributada pelo IBS/CBSMáquina usada na produção de bens tributados
4. Verificar vedaçõesChecar se há vedação específica (uso pessoal, regime especial, etc.)Sem vedação — crédito integral permitido
5. Registrar o créditoLançar o crédito no sistema de controle patrimonial e na obrigação acessóriaCrédito total: R$ 33.000 no mês de aquisição
6. Conciliar mensalmenteConferir o saldo de créditos com a obrigação acessória entregueConciliação até o dia 10 do mês seguinte

Alíquotas de referência: IBS e CBS sobre ativos fixos

As alíquotas de IBS e CBS ainda estão sendo definidas pelo Comitê Gestor do IBS e pela Receita Federal. A LC 214/2025 estabelece alíquotas de referência que serão ajustadas anualmente. Para fins de planejamento, utilize as alíquotas de referência abaixo — mas sempre confirme os valores vigentes antes de calcular créditos reais.

TributoAlíquota de Referência (LC 214/2025)CompetênciaVigência Plena
CBS8,8%Federal (União)A partir de 2027
IBS17,7% (soma estados + municípios)Estadual + MunicipalA partir de 2033
IBS + CBS (total)26,5% (estimativa)Todos os entesA partir de 2033
Período de teste (2027–2028)Alíquotas reduzidas simbólicasTodos os entes2027–2028
Transição gradualCrescente de 2029 a 2032Todos os entes2029–2032

Atenção: as alíquotas de IBS variam por estado e município. O Comitê Gestor do IBS publicará as alíquotas específicas de cada ente federativo. Empresas com operações em múltiplos estados precisarão controlar créditos por localidade.

Impacto no fluxo de caixa: crédito imediato vs. parcelado

A principal vantagem do IBS/CBS para empresas com alto volume de investimento em ativos fixos é o crédito imediato. Para ilustrar o impacto, considere uma empresa que adquire R$ 10 milhões em ativos fixos em 2033 (regime pleno do IBS/CBS):

CenárioRegime Atual (ICMS + PIS/COFINS)Regime IBS/CBS (a partir de 2033)Diferença
Valor do ativoR$ 10.000.000R$ 10.000.000
Tributo pago na aquisiçãoICMS ~12% + PIS/COFINS ~9,25%IBS/CBS ~26,5%Base unificada
Crédito total disponível~R$ 2.125.000~R$ 2.650.000+R$ 525.000
Prazo de recuperaçãoICMS: 48 meses | PIS/COFINS: 24 mesesImediato (mês da aquisição)Até 4 anos mais rápido
Impacto no capital de giroCrédito travado por até 4 anosCrédito disponível no mêsMelhora significativa
Risco de perda de créditoAlto (baixa por alienação, encerramento)Menor (crédito já apropriado)Redução de risco

Classificação de ativos para fins de crédito IBS/CBS

Nem todo bem adquirido pela empresa gera crédito de IBS/CBS. A LC 214/2025 estabelece critérios de elegibilidade que exigem classificação cuidadosa de cada ativo no momento da aquisição. Veja as principais categorias:

Categoria do AtivoGera Crédito IBS/CBS?Observação
Máquinas e equipamentos industriaisSim — crédito integralUso direto na produção de bens/serviços tributados
Veículos de carga e transporte operacionalSim — crédito integralUso exclusivo na atividade empresarial
Imóveis para uso operacionalSim — crédito integral (regra geral)Aguardar regulamentação específica para imóveis
Móveis e utensílios de escritórioSim — crédito integralUso na atividade empresarial
Veículos de passeio (uso misto)Não — vedadoUso pessoal ou misto não gera crédito
Bens para uso pessoal de sócios/diretoresNão — vedadoVedação expressa na LC 214/2025
Ativos de empresas no Simples NacionalRegras específicasConsultar regulamentação do Simples
Ativos em regimes especiais (ZFM, etc.)Regras específicasAguardar regulamentação do Comitê Gestor

Impacto no CPC 27: como registrar ativos com IBS/CBS no balanço

O CPC 27 (Ativo Imobilizado) determina que o custo de aquisição de um bem deve ser registrado líquido dos tributos recuperáveis. Com o IBS/CBS, a regra se mantém — mas a base de cálculo muda. Veja como o registro contábil se altera:

SituaçãoRegime AtualRegime IBS/CBSImpacto
Registro do ativo (CPC 27)Custo líquido de ICMS + PIS/COFINS recuperáveisCusto líquido de IBS + CBS recuperáveisBase depreciável pode ser menor
Base de depreciaçãoValor líquido de tributos recuperáveisValor líquido de IBS/CBS recuperáveisRevisão necessária
Crédito no balançoAtivo circulante (PIS/COFINS) + não circulante (CIAP)Ativo circulante (crédito imediato)Simplificação contábil
Impacto no resultadoDepreciação sobre base atualDepreciação sobre nova basePode reduzir despesa de depreciação
Impacto no IRPJ/CSLLBase tributável atualRevisão da base depreciávelPlanejamento tributário necessário

Atenção: se o crédito de IBS/CBS não for recuperável (empresa em regime especial, atividade isenta ou imune), o ativo deve ser registrado pelo valor bruto, incluindo o tributo. Isso aumenta a base depreciável e o custo do ativo no balanço. A classificação correta no momento da aquisição é fundamental para evitar distorções contábeis.

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Checklist: como estruturar o controle de créditos IBS/CBS sobre ativos fixos

Passo a Passo para Aproveitar Créditos de IBS/CBS sobre Ativos Fixos

  1. 1Realizar inventário patrimonial completo antes de 2027, com classificação de cada ativo por regime tributário aplicável.
  2. 2Atualizar o cadastro de ativos no ERP para incluir campos de IBS e CBS destacados na NF-e de aquisição.
  3. 3Criar política interna de classificação de ativos: elegíveis para crédito integral, uso misto (proporcional) e vedados.
  4. 4Configurar a leitura automática de IBS e CBS nas notas fiscais eletrônicas de aquisição de ativos a partir de 2027.
  5. 5Revisar o tratamento contábil dos ativos conforme CPC 27: registrar pelo custo líquido de IBS/CBS recuperáveis.
  6. 6Recalcular a base depreciável dos ativos adquiridos a partir de 2027 com base no novo regime tributário.
  7. 7Criar controle paralelo de créditos IBS/CBS enquanto a obrigação acessória definitiva não for regulamentada.
  8. 8Monitorar mensalmente as resoluções do Comitê Gestor do IBS sobre créditos de ativos fixos.
  9. 9Realizar conciliação mensal entre créditos registrados internamente e os declarados na obrigação acessória.
  10. 10Treinar as equipes fiscal, contábil e de compras para identificar e registrar corretamente os créditos de IBS/CBS.
  11. 11Consultar o auditor externo sobre o tratamento dos créditos no balanço (CPC 27 + CPC 32 + CPC 07).
  12. 12Documentar formalmente os critérios de elegibilidade e cálculo adotados para suportar eventual fiscalização.

Período de transição: como conviver com CIAP e IBS/CBS simultaneamente

Entre 2027 e 2032, as empresas precisarão manter dois sistemas de controle de créditos sobre ativos fixos em paralelo: o CIAP do ICMS (para ativos adquiridos até 2026) e o novo controle de IBS/CBS (para ativos adquiridos a partir de 2027). Veja como organizar esse período de transição:

Ativo adquirido em...Regime de CréditoControle NecessárioPrazo de Encerramento
Até dezembro/2026CIAP (ICMS) + PIS/COFINS parceladoBloco G SPED + EFD-ContribuiçõesAté 48 meses após aquisição (máx. 2030)
2027 (período de teste)CIAP residual + IBS/CBS simbólicoDuplo controle — CIAP + registro IBS/CBSCIAP até 2031 | IBS/CBS: contínuo
2028CIAP residual + IBS/CBS crescenteDuplo controle plenoCIAP até 2032 | IBS/CBS: contínuo
2029–2032IBS/CBS predominante + CIAP residualControle IBS/CBS principal + CIAP residualCIAP extinto em 2033
A partir de 2033Apenas IBS/CBSControle IBS/CBS únicoRegime permanente

Erros comuns que levam à perda de créditos IBS/CBS

Erros Críticos a Evitar no Aproveitamento de Créditos IBS/CBS

  • Não classificar o ativo como elegível para crédito no momento da aquisição, perdendo o direito retroativamente.
  • Registrar o ativo pelo valor bruto (sem deduzir IBS/CBS recuperável), inflando a base depreciável e distorcendo o balanço.
  • Confundir o regime de crédito imediato do IBS/CBS com o parcelamento do CIAP, gerando lançamentos incorretos.
  • Não segregar ativos de uso misto (pessoal e empresarial), aproveitando crédito indevido e gerando passivo fiscal.
  • Ignorar as alíquotas específicas de IBS por estado e município, calculando créditos com base em alíquota única incorreta.
  • Não monitorar as resoluções do Comitê Gestor do IBS, perdendo atualizações sobre elegibilidade e cálculo de créditos.
  • Encerrar o CIAP prematuramente para ativos adquiridos antes de 2027, perdendo créditos residuais de ICMS.
  • Não revisar os laudos de avaliação patrimonial após a mudança de base tributária, mantendo valores desatualizados no balanço.
  • Deixar de conciliar mensalmente os créditos registrados com a obrigação acessória, acumulando divergências difíceis de corrigir.
  • Não treinar a equipe de compras para identificar e registrar IBS/CBS nas notas fiscais de aquisição de ativos.

Boas práticas para maximizar o aproveitamento de créditos

Boas Práticas para Aproveitamento de Créditos IBS/CBS sobre Ativos Fixos

  • Iniciar o inventário patrimonial completo em 2025–2026 para ter baseline sólido antes da transição.
  • Adotar sistema de gestão patrimonial que suporte múltiplos regimes tributários por ativo e por período.
  • Criar política formal de classificação de ativos com critérios claros de elegibilidade para crédito IBS/CBS.
  • Integrar o sistema de compras com o controle patrimonial para capturar automaticamente IBS/CBS das NF-e.
  • Realizar planejamento tributário específico para o período de transição, avaliando o impacto do crédito imediato no fluxo de caixa.
  • Consultar o auditor externo sobre o tratamento contábil dos créditos no balanço (CPC 27 + CPC 32).
  • Monitorar mensalmente as resoluções do Comitê Gestor do IBS e atualizar os processos imediatamente.
  • Aproveitar a transição para modernizar o controle patrimonial com RFID ou QR Code, facilitando a rastreabilidade por regime tributário.
  • Documentar formalmente todos os critérios adotados para suportar eventual fiscalização da Receita Federal ou do Comitê Gestor.
  • Realizar simulações de impacto no fluxo de caixa com diferentes cenários de alíquotas e volumes de investimento.

KPIs para monitorar o aproveitamento de créditos IBS/CBS

KPIs Sugeridos para Controle de Créditos IBS/CBS sobre Ativos Fixos

Valor total de créditos de IBS/CBS acumulados no período (por mês e por ativo)
Percentual de ativos classificados como elegíveis para crédito integral (%)
Percentual de ativos de uso misto com crédito proporcional calculado (%)
Valor de créditos perdidos por classificação incorreta ou falta de registro
Taxa de divergência entre créditos registrados internamente e declarados na obrigação acessória (%)
Impacto do crédito imediato IBS/CBS no capital de giro (R$ liberados vs. regime anterior)
Número de ativos sem classificação de regime tributário no cadastro
Prazo médio de conciliação mensal de créditos (meta: até o dia 10 do mês seguinte)
Número de atualizações de processo realizadas após novas resoluções do Comitê Gestor
Percentual de equipe treinada para identificar e registrar créditos IBS/CBS (%)

Como a CPCON apoia o aproveitamento de créditos IBS/CBS

Com 30 anos de história e 4.500 projetos realizados em gestão de ativos fixos, o Grupo CPCON desenvolveu metodologia específica para apoiar empresas na transição da Reforma Tributária e no aproveitamento máximo dos créditos de IBS e CBS. Nossa atuação cobre todas as etapas do processo:

  • Inventário patrimonial completo com classificação de cada ativo por regime tributário e elegibilidade para crédito IBS/CBS.
  • Revisão do tratamento contábil dos ativos conforme CPC 27, ajustando a base depreciável ao novo regime.
  • Estruturação do controle de créditos IBS/CBS no ERP ou em sistema próprio, com conciliação mensal.
  • Laudos de avaliação patrimonial para ajuste do valor justo dos ativos após a transição tributária.
  • Treinamento das equipes fiscal, contábil e de compras para operar o novo regime de créditos.
  • Monitoramento contínuo da regulamentação do Comitê Gestor do IBS e atualização dos processos.
  • Simulações de impacto no fluxo de caixa e planejamento tributário para o período de transição.

Nossa abordagem é consultiva e orientada a resultados: não apenas entregamos o diagnóstico, mas acompanhamos a implantação e garantimos que sua empresa chegue a 2027 com o controle patrimonial estruturado para aproveitar ao máximo os créditos de IBS e CBS sobre ativos fixos.

Perguntas Frequentes

O que são IBS e CBS e como diferem do ICMS e PIS/COFINS?
O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) são os novos tributos criados pela Reforma Tributária (EC 132/2023 e LC 214/2025) para substituir o ICMS, ISS, PIS e COFINS. A principal diferença para ativos fixos é que o IBS/CBS adota crédito imediato e integral (em regra), enquanto o ICMS usa o CIAP (48 meses) e o PIS/COFINS usa parcelamento em 24 meses.
O crédito de IBS/CBS sobre ativos fixos é sempre imediato?
A regra geral da LC 214/2025 é o crédito imediato no mês de aquisição. No entanto, há exceções: bens de uso misto (pessoal e empresarial), bens adquiridos por empresas em regimes especiais e situações em que o Comitê Gestor do IBS defina tratamento diferenciado. É fundamental acompanhar a regulamentação e classificar corretamente cada ativo.
Como calcular o valor do crédito de IBS/CBS sobre um ativo fixo?
O crédito é igual ao valor de IBS e CBS destacados na nota fiscal de aquisição do bem. Por exemplo: ativo adquirido por R$ 500.000 com IBS de R$ 13.500 e CBS de R$ 19.500 gera crédito total de R$ 33.000 no mês de aquisição. O cálculo exige que o ativo seja elegível (uso na atividade tributada) e que não haja vedação específica.
Como o IBS/CBS afeta o registro contábil dos ativos fixos (CPC 27)?
O CPC 27 determina que ativos fixos sejam registrados pelo custo líquido de tributos recuperáveis. Com o IBS/CBS, o ativo deve ser registrado pelo valor de aquisição menos o IBS/CBS recuperável. Isso reduz a base depreciável e pode impactar o resultado contábil e o IRPJ/CSLL. Laudos de avaliação patrimonial podem ser necessários para ajustar os valores.
Empresas do Simples Nacional têm direito ao crédito de IBS/CBS sobre ativos fixos?
Empresas do Simples Nacional têm regras específicas para o IBS/CBS, diferentes do regime geral. A LC 214/2025 prevê tratamento diferenciado para o Simples, e o aproveitamento de créditos sobre ativos fixos depende da regulamentação específica. Recomendamos consultar o contador responsável para avaliar o impacto no controle patrimonial.
Quando devo começar a preparar o controle de créditos IBS/CBS?
O ideal é iniciar em 2025–2026, antes do período de transição. Isso permite realizar o inventário patrimonial completo, classificar os ativos por regime tributário, atualizar o ERP e treinar a equipe com tempo suficiente. Empresas que deixarem para 2027 terão muito menos margem para correções e podem perder créditos nos primeiros meses do novo regime.
O que acontece com os créditos de CIAP (ICMS) durante a transição?
Os créditos de CIAP de ativos adquiridos antes de 2027 continuam sendo apropriados normalmente até o fim do prazo de 48 meses, mesmo durante a extinção gradual do ICMS (2029–2032). Ativos adquiridos em 2028 ainda terão CIAP ativo até 2032. Por isso, é fundamental manter o duplo controle: CIAP para ativos antigos e IBS/CBS para ativos novos.
As alíquotas de IBS variam por estado e município?
Sim. O IBS é de competência estadual e municipal, e cada ente federativo definirá sua alíquota específica. O Comitê Gestor do IBS publicará as alíquotas de referência, mas empresas com operações em múltiplos estados precisarão controlar créditos por localidade. A CBS, de competência federal, terá alíquota única nacional.
Como a tecnologia RFID pode ajudar no controle de créditos IBS/CBS?
O RFID permite identificar e rastrear cada ativo individualmente, facilitando a classificação por regime tributário e a conciliação entre o controle físico e o registro contábil/fiscal. Com RFID, é possível automatizar a leitura de ativos por regime, reduzir erros de classificação, gerar relatórios de conformidade com agilidade e integrar o controle patrimonial com o sistema de créditos IBS/CBS.
A CPCON oferece suporte para estruturar o controle de créditos IBS/CBS?
Sim. O Grupo CPCON oferece diagnóstico patrimonial completo, estruturação do controle de créditos IBS/CBS, revisão contábil conforme CPC 27, laudos de avaliação e treinamento de equipes. Com 30 anos de história e 4.500 projetos realizados, nossa equipe está preparada para apoiar sua empresa em todas as etapas da transição tributária. Entre em contato para conhecer os modelos de engajamento disponíveis.
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Sócio, VP Operações Brasil, Diretor Técnico e CFO | Grupo CPCON

Contador Registrado CRC-SP

Sócio do Grupo CPCON, Vice-Presidente de Operações CPCON Brasil, Diretor Técnico e CFO. Contador registrado CRC-SP, responsável tecnicamente pelos serviços de gestão patrimonial, avaliação de ativos, depreciação e conformidade contábil da CPCON em projetos no Brasil e exterior.

Nota de transparência: Este artigo reflete a experiência prática da equipe CPCON. Recomendamos validar decisões contábeis e fiscais com seu auditor ou contador responsável.

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